Atividade física e alimentação saudável juntas no combate ao câncer


A vida moderna é repleta de facilidades e muitas delas podem prejudicar a saúde como o consumo de comida congelada e o excesso de açúcar, frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas na rotina alimentar. Hoje, mais de 60% da população adulta no mundo têm sobrepeso ou é obesa. 
 
“Cerca de 30% dos adultos em todo o mundo não seguem a recomendação da OMS de realizar 150 minutos de atividade moderada, o que corresponde a 30 minutos por dia durante cinco vezes por semana. A atividade física aliada a uma reeducação alimentar faz toda a diferença para quem busca um novo estilo de vida”, afirma Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company. 
 
Mais do que isso, o sedentarismo é responsável por uma proporção significativa de casos de câncer de cólon – aproximadamente 15% dos tumores diagnosticados no Brasil. Os dados são alarmantes: com cerca de 600 mil novos casos por ano, o câncer é a segunda causa de morte entre a população brasileira e atinge mais de 25 mil pessoas por ano. 
 
A estimativa é que, “até os 75 anos de idade, um em cada cinco brasileiros desenvolva algum tipo de câncer”, alerta o Atlas do Câncer, publicação que teve sua primeira versão traduzida para o português em parceria com o Hospital de Câncer de Barretos, instituição de prestígio internacional na área da saúde. 
 
Não há dúvidas de que o câncer é um enorme desafio à saúde pública, exigindo foco em ações emergenciais de prevenção e controle. Os constantes avanços na medicina permitem a possibilidade de tratamentos extremamente eficazes, que envolvem desde a remoção do tumor até o uso de drogas de quimioterapia ou radiação para liquidar as células cancerígenas. Infelizmente, esses tratamentos também atingem as células saudáveis, provocando efeitos secundários relevantes, que vão desde a perda de cabelo, a diminuição da imunidade até efeitos que repercutem diretamente na capacidade de viver com qualidade.
 
“Dieta e peso corporal saudáveis juntamente com uma atividade física constante podem reduzir significativamente o risco de se desenvolver câncer. “O excesso de peso é responsável por um grande número de casos de câncer, entre eles: esôfago, rim, endométrio, mama, cólon e reto”, afirma José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani, Diretor Executivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos.
 
Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, entre 72%  95% dos pacientes que recebem o tratamento de combate ao câncer apresentam um aumento nos níveis de fadiga, o que resulta em uma diminuição significativa da capacidade funcional e na perda da qualidade de vida e produção diária. Esses pacientes também apresentam dificuldades na respiração, na digestão dos alimentos e até mesmo na vida sexual, entre outros inúmeros transtornos.
 
A prática regular de exercício físico com a devida orientação pode reverter esse quadro.   Há evidências de que a atividade física pode ser benéfica para a gestão do câncer e de seus sintomas:
 
• Combinado a práticas de estilo de vida saudável, o exercício físico pode prevenir alguns tipos de câncer – os casos da doença ocorrem com menor frequência em pessoas fisicamente ativas;
• Para quem já está sob tratamento, o exercício alivia a fadiga, as náuseas e a depressão. A prática regular de atividade física ajuda no controle de hormônios que estimulam a propagação das células cancerígenas;
• O exercício permite que as pessoas recuperem suas funções físicas e retornem a um estilo de vida mais saudável e ativo. 
 
Do ponto de vista científico, embora a relação entre a atividade física e o câncer não esteja definitivamente esclarecida, os dados disponíveis são extremamente contundentes e permitem afirmar que todas as pessoas diagnosticadas com alguns tipos de câncer devem investir na prática regular de exercícios com a mesma energia e dedicação com que enfrentam cirurgias e demais formas de tratamentos.
 
Os benefícios estão relacionados aos seguintes fatores:
 
• Estímulo nos receptores de insulina nas células que combatem o câncer;
• Melhoria na função do sistema imunológico;
• Aceleração no metabolismo do ácido ascórbico;
• Redução na formação e evolução de tumores cancerígenos;
• Regulação dos radicais livres;
• Melhoria no funcionamento do aparelho intestinal;
• Melhoria da autoestima, humor e qualidade de vida.

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