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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Escola estimula alimentação saudável entre seus alunos























Cardápio da instituição garante refeição balanceada visando saúde, energia e nutrição adequada para o desenvolvimento das crianças; Açúcar refinado foi reduzido para o preparo dos lanches das turmas da Educação Infantil

Em vez de frituras, refrigerantes e os salgadinhos, entram o pão integral, legumes, grãos e frutas. Pensando cada vez mais na qualidade de alimentos que os estudantes comem nos intervalos das aulas e propondo hábitos mais saudáveis, a Escola Internacional de Alphaville, escola brasileira de educação internacional localizada em Barueri (Grande São Paulo), oferece uma alimentação equilibrada aos seus alunos no refeitório da Instituição. Os cardápios elaborados são diferenciados de acordo com a faixa etária e com alimentos de cores e texturas diferentes, sempre com especial atenção a uma refeição saudável, atraente, rica em fibras e prevenindo a obesidade.

É uma das premissas da escola para cuidar do bem-estar do aluno, despertando não apenas o prazer de se alimentar, mas a consciência dos benefícios que uma boa alimentação oferece. “O estudante precisa ter consciência que alimentos mais nutritivos devem fazer parte de sua refeição diária para suprir as necessidades nutricionais e principalmente, formar bons hábitos alimentares”, diz Regina Iervolino, nutricionista da Escola Internacional de Alphaville.

Quase todo o açúcar refinado foi retirado no preparo dos lanches e dos alimentos dos alunos do Kids (Educação Infantil - alunos de 1 a 5 anos). Os bolos são preparados com farinha integral e adoçados com o açúcar da própria fruta. “As geléias de frutas também são 100% fruta sem açúcar, além de flocos de cereais e granola sem adição de açúcar, pois é nesse período que se formam os bons hábitos alimentares e que acompanharão as crianças para o resto da vida”, explica a nutricionista. Ela também dá aulas de nutrição para as turmas do Juniors (Ensino Fundamental I). “Ressalto que o prato deles deve ter pelo menos cinco cores diferentes entre vegetais e legumes, o que aumenta as vitaminas e enriquece a alimentação, tornando a refeição mais saudável e nutritiva”.

As frutas acompanham o cardápio da Escola diariamente e somente uma vez na semana há um doce como sobremesa. As sementes de linhaça também não faltam, que são fontes de ômega 3, ácido graxo, essencial, que auxilia na redução e controle de colesterol, triglicérides e hipertensão arterial. Para a preparação dos alimentos, é utilizado o forno combinado que preserva os nutrientes propiciando uma alimentação segura e saudável. 

A escola serve em média 1000 refeições e 1400 lanches por dia, além de serviços de desjejum de funcionários, café, coffee break e eventos. A cozinha tem uma equipe de 21 funcionários e os cardápios são planejados e balanceados pela nutricionista, visando saúde, energia e nutrição adequada ao desenvolvimento das crianças. Todas as refeições são preparadas na cozinha da escola, que possui um restaurante próprio com equipamentos industriais adequados e necessários.

Várias estratégias são utilizadas pela nutricionista para a alimentação dos alunos, tais como:

- Substituição de alimentos gordurosos para os de baixo teor de gorduras;
- Utilização de condimentos e ervas naturais na preparação dos alimentos; 
- Restrição na ingestão de sódio, reduzindo quantidade de sal usado no preparo dos alimentos; 
- Técnicas de cocção saudáveis como assados, cozidos ou grelhados; 
- Estimular diariamente o consumo de hortaliças, legumes e grãos integrais e os alimentos com eles elaborados (pães integrais, cereais).

Todas as mercadorias no recebimento são registradas em fichas de rastreabilidade e observadas as condições de transporte de alimentos e entregadores, rotulagem e embalagem, temperaturas, avaliação sensorial e teste para pescados, além de um rígido controle nas validades. “Faz parte de minha rotina como nutricionista e gerente do restaurante da Escola Internacional de Alphaville acompanhar desde o recebimento de alimentos até o produto final da refeição elaborada na escola”, pondera.

Na unidade, a nutricionista administra treinamentos aos funcionários e as normas de segurança alimentar estão de acordo com os procedimentos operacionais padronizados. O restaurante recebe auditorias de verificação nos procedimentos de controle de amostras e controle de temperatura de alimentos e equipamentos, controles de validade, higiene e saúde dos manipuladores dos alimentos e controle da potabilidade da água.

A Escola Internacional também tem uma lanchonete ao lado do refeitório, que vende salgados integrais, barras de cereal e pão de chocolate, em que cada turma tem um dia na semana para comprar algo por lá. A quantidade que a criança compra – sempre uma coisa para beber e uma coisa para comer – também é supervisionada por Regina e sua equipe de funcionários qualificados e treinados.





terça-feira, 6 de junho de 2017

Mantenha o peso no inverno


A maioria das pessoas relatam que durante as estações mais frias do ano o apetite aumenta e a circunferência abdominal também. Estudos comprovam que em dias mais frios as pessoas costumam sim comer mais. Como consequência tem-se o ganho de peso (de 0,5 kg a até 1 kg). Parece pouco? Mas, Dra. Paula Pires endocrinologista da Clinica Essenza explica que o fato é uma das hipóteses para ganho de peso progressivo e significativo (a cada inverno a pessoa ganha 1 kg, ou seja, 10 kg após 10 anos) a maioria das pessoas com 50 anos estão de 10 a 15 kg acima do peso comparado a quando eram mais jovens.
Cientistas descobriram que durante o inverno o consumo de caloria aumenta em média 200 kcal, o que equivale a dois pãezinhos franceses a mais por dia. As teorias sobre o motivo desse aumento do apetite ainda são controversas. Controlar a fome muitas vezes não é tarefa simples, então  Paula Pires elencou dicas eficientes que podem ajudar. 

1-    Não precisa radicalizar e se privar totalmente das comidas que você ama, basta planejar. Entre as refeições tente comer algum petisco rico em fibra e em proteína (fatia de queijo branco com uma fatia de pão integral). Petiscos saudáveis entre as refeições ajudam o corpo a manter-se aquecido;

2-     Se a compulsão for por carboidratos, à dica é tentar colocar sempre uma proteína “junto”- vai melhorar a saciedade. Ao invés de comer grande quantidade de macarronada com queijo amarelo, coma metade com um pedaço de frango ou carne magra mais salada de abobrinha quente (acompanhamento). 

3-    Não deixe de praticar atividade física no inverno! Os exercícios são importantes não somente para queimar calorias, mas também para manter o nível de serotonina adequado nesta época do ano.

4-     Procure exposição solar sempre que possível, pois 15 minutos de sol na região do antebraço por dia já são suficientes para manter um nível adequado de vitamina D e serotonina.

5-    Não faça “estoque” de alimentos gordurosos em casa durante essa estação. “É muita tentação, então, tente não deixar muitos doces a vista.” Completa a endocrinologista.
Para finalizar redobre a atenção aos hábitos nessa época do ano.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Novas descobertas sobre a vitamina D

Novas descobertas sobre a vitamina D demonstram benefícios no ganho de massa muscular
Erroneamente chamado de vitamina, estudos recentes revelaram ser um hormônio responsável por inúmeras funções no organismo, citando como exemplo a recuperação muscular
 A Vitamina D é um pró-hormônio produzido pelo organismo após exposição ao sol, a partir da ação do raio ultravioleta B na pele. Erroneamente chamado de vitamina, o hormônio apresentou em recentes estudos a capacidade de auxiliar a síntese muscular e a recuperação após o exercício físico.
Conforme recomendação do Consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, os valores considerados adequados são acima de 30 ng/ml, mas o mais alarmante é que se estima que 88,1% da população a nível mundial tenham deficiência de vitamina D. Levando-se em conta o país e a origem, sua suplementação se faz necessária na maioria dos indivíduos que não tenham exposição solar adequada, entre 10 a 15 minutos diários.
Além da forma endógena (que se origina do próprio organismo), o ser humano pode adquirir vitamina D de forma exógena, alimentando-se de cereais fortificados, pães, leite, peixe, carne, ovos e suplementos alimentares.
“Sentir-se melhor no dia seguinte aos treinos permitirá uma maior dedicação e, consequentemente, melhores resultados”, explica o nutrólogo Sandro Ferraz. O pró-hormônio também melhora a capacidade aeróbica do indivíduo, aumentando a capacidade de correr, andar de bicicleta e nadar, por exemplo.
“Vários estudos demonstraram que o uso da vitamina D está relacionado ao aumento da capacidade aeróbica, pois influencia indiretamente o VO2 máximo, que é o aumento máximo de oxigênio que o corpo consegue retirar do ar que está dentro dos pulmões, levando até os tecidos para a produção de energia”, revela.
Além disso, recentemente, várias revisões e meta-análises demonstraram que existe uma associação positiva entre a concentração sérica da forma ativa de vitamina D e o aumento da massa muscular após um programa de exercícios. A vitamina D3 ou calcitriol também foi relacionada com o aumento da força e potência muscular.
Outro novo estudo apresentado demonstrou, em 2299 idosos, que os níveis de vitamina D se correlacionam com os níveis de testosterona nos homens. “Os indivíduos com níveis mais baixos de vitamina D apresentavam também níveis baixos de testosterona, um hormônio importante nas adaptações musculares ao exercício físico”, diz Ferraz.
Ainda de acordo com o nutrólogo, é importante salientar que mesmo diante de tantas vantagens, a vitamina D não é isenta de riscos. Toda e qualquer intenção de suplementação deve ser devidamente acompanhada por um médico especialista, com análises não só para monitorizar os níveis séricos de vitamina D, como de outros parâmetros, incluindo a vitamina K, outra importante vitamina responsável pelo metabolismo ósseo cuja deficiência pode originar deposição de cálcio nas artérias e progressão precoce para aterosclerose, eventos coronários e acidentes vasculares cerebrais.
  
Dr. Sandro Ferraz
Formado pela UNIG-RJ, Dr. Sandro Ferraz é pós-graduado em Nutrologia pelo Grupo Educacional FACINEPE, atuando nas áreas de emagrecimento e longevidade. Adepto de um estilo de vida saudável, acredita que para se ter qualidade vida é preciso unir alguns pilares: atividade física, suplementação, nutrição funcional, equilíbrio hormonal e controle do estresse.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Chocolate está liberado? Sim ou Não?


O doce preferido dos brasileiros é rico em antioxidante e age como protetor cardiovascular
Não dá pra negar que degustar um chocolate é algo extremamente prazeroso e, para alguns, atua como uma válvula de escape para aliviar o estresse e amenizar os sintomas da TPM.

O cacau possui flavonoides e polifenóis, substâncias com ação antioxidante e anti-inflamatória que neutralizam radicais livres, contribuem para minimizar a ação de envelhecimento, agem como protetores cardiovasculares, reduzem a oxidação do LDL (colesterol ruim) e melhora o fluxo sanguíneo, do quadro de hipertensos e de outras doenças crônicas não transmissíveis.

"Para aproveitar os benefícios do chocolate sem prejudicar o corpo com quantidade de açúcar e gordura presentes, o ideal é ingerir chocolates que tenham pelo menos 70% cacau e apenas dois quadradinhos, ou seja por volta de 15 gramas por dia, não esquecendo a alimentação saudável", alerta Daniela Lasman, nutricionista da Bodytech Iguatemi São Paulo.

O ideal é consumir alimentos antioxidantes diariamente, sempre alternando as opções, para assim conquistar uma alimentação balanceada e variada. Os flavonoides podem ser encontrados em diferentes alimentos como frutas e vegetais (principalmente aqueles com coloração vermelha e roxa), em leguminosas e oleaginosas (feijão, nozes, pistache, castanha de caju), chás (como o verde, preto e branco) e no vinho tinto.

A sensação de saciedade após a ingestão do chocolate acontece devido à presença dos ácidos fenólicos no cacau que também aumentam a produção de leptina: hormônio produzido pelo tecido adiposo branco em reposta ao cacau no organismo. Segundo a nutricionista, "este hormônio é responsável por informar ao cérebro que os estoques de energia estão adequados e inibindo a fome".

O composto triptofano encontrado no cacau é precursor da serotonina, estimulando sua produção no Sistema Nervoso Central. Este neurotransmissor atua diretamente no cérebro, melhorando o humor, regulando o apetite, o sono e o ritmo cardíaco. Esse composto é responsável pela sensação de prazer e ajuda a diminuir os sintomas de ansiedade, depressão e estresse.

Outro beneficio dos flavonoides é no desempenho mental, proveniente da presença de estimulantes alcaloides como a cafeína e a teobromina. Essas substâncias geram efeito energético que incidem na concentração e na capacidade física de quem consome de maneira moderada. 

"O correto é que o consumidor escolha chocolates de boa qualidade e que leia sempre as informações sobre o produto. O ideal também é escolher opções que tenham massa de cacau e que tenha como gordura, a manteiga de cacau. Evite chocolates que usam gorduras de baixa qualidade, como gordura vegetal ou hidrogenada, e muitos aromatizantes. Procure ingerir chocolates com alto teor de cacau pois, quanto maior a porcentagem, menor será a quantidade de açúcar e maior a quantidade de antioxidantes", completa Daniela Lasman.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Adoçante: mocinho ou vilão?



Especialista alerta sobre os perigos do consumo de um item cada vez mais presente na vida dos brasileiros 

 Vivemos um período em que a busca pela perda de peso é constante, e uma das estratégias mais usadas é a troca do açúcar refinado pelo adoçante. Mas será que ele realmente faz bem a nossa saúde? Segundo a nutricionista Aline Quissak, especializada nas áreas de Oncologia, Síndrome Metabólica, Psicologia da Nutrição e Nutrição Esportiva, precisamos analisar alguns pontos importantes antes de tomarmos decisões. 

O primeiro deles é o porquê açúcar refinado faz mal à saúde. Segundo a especialista, por três motivos: 
1) É uma caloria vazia, ou seja, o corpo não utiliza ele como energia para as atividades diárias, por isso, ele é facilmente transformado em gordura pelo corpo, principalmente abdominal. 
2) Ele contém compostos químicos artificiais, que foram utilizados no processo de refinamento para deixa-lo branquinho, retirando assim todos os nutrientes, vitaminas e minerais originários da cana. 
3) Por ser açúcar puro, o corpo tem muito trabalho para "limpá-lo" como toxina do corpo, então a produção de hormônios aumenta na tentativa de expulsar esse açúcar ou utilizá-lo de alguma forma para não acumular, o problema é isso causa um desequilíbrio no corpo, já que exigi muito trabalho para algo que ele não irá utilizar. 

Até aí tudo bem, mas qual é problema do adoçante? Afinal, ele não tem açúcar, não é refinado, e não tem calorias? Alguns especialistas afirmam que o grande problema está no adoçante artificial, que podem causar problemas como gases, irritação estomacal e até câncer. Mas que os chamados adoçantes naturais, como stevia e xylitol, não apresentam tais características. E é aí que está o problema, segundo a nutricionista. Quando consumimos um brigadeiro, por exemplo, e sentimos o sabor doce, há um sinal químico enviado para o cérebro reconhecendo esse sabor. Automaticamente o cérebro relaciona doce com alta caloria, enviando outro sinal químico para o estomago dizendo: "Prepare-se para a produção de enzimas digestivas porque existem altas calorias para você digerir". Quando o brigadeiro chega ao estômago começa todo o processo de digestão e depois de absorção no instestino.
Agora, e se eu consumir um produto com adoçante? O mesmo sinal químico acontece, já que minha língua também vai reconhecer o sabor doce, certo? “O problema está aí, o adoçante não tem calorias, ou seja, quando o doce chega ao estômago, ele não tem o que digerir, só que ele estava esperando essas calorias chegarem, e isso acaba por gerar alguns problemas de saúde”, explica a especialista. 

O consumo de adoçantes pode causar doenças como Gastrites e Ulceras, já que são liberadas muitas enzima e ácidos, que não são utilizados pelo corpo. Além de desencadear uma compulsão alimentar, e, principalmente o aumento da vontade de ingestão de doces. “Quando o estomago percebe que não recebeu as calorias que estava esperando, ele retorna o sinal químico para o cérebro dizendo que aquela caloria não veio e pedindo por ela, e isso é traduzido pelo cérebro como ‘fome’. Na tentativa de suprir essa necessidade, o corpo age por impulso, requisitando energia rápida. E qual a forma de energia rápida? Açúcar. Por isso, sentimos essa vontade exagerada de comer doces e massas”, completa.

Além de tudo isso, o Ph do adoçante não é compatível com o intestino, matando as bactérias boas, responsáveis pela absorção de cálcio, ferro, produção de imunidade, hormônios do emagrecimento e geração de gases. Devido a isso, é comum pessoas que consomem uma grande quantidade de produtos diet, adoçante sendo ele natural ou não, com uma barriga característica: um inchaço característico de gordura acumulada centralmente. E para completar a lista, o consumo diário de adoçante diminui a imunidade, causando problemas como com rinite, sinusite, gripes e resfriados com maior frequência. 

Por isso, para Aline, é importante estar atento ao que estamos consumindo, quais os benefícios reais, que determinados alimentos e bebidas trazem para o nosso corpo e como eles são absorvidos pelo nosso organismo. Reduzir calorias, pode até emagrecer, mas com consequências. O melhor caminho para conseguirmos atingir nossos objetivos, é o equilíbrio. “A alimentação é fundamental para nossa vida, e a melhor maneira de cuidarmos do peso e da saúde, é mantendo uma alimentação equilibrada. Precisamos conhecer os alimentos e entender o que estamos ingerindo, para a partir daí, escolhermos quais alimentos devem entrar em nossa dieta. É melhor comer de forma equilibrada e dar preferência ao açúcar de melhor qualidade, que trará os nutrientes adequados ao corpo, do que simplesmente substitui-lo por algo que a princípio pode parecer saudável, mas a longo prazo terá consequências graves”.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Alimentos aliados da redução de peso

Nutricionista  mostra como a combinação de alimentos que aceleram o metabolismo e aumentam a saciedade podem ajudar a emagrecer
A obesidade representa uma das principais preocupações de saúde pública nos dias atuais. Ela é definida como o acúmulo excessivo de gordura, que representa um risco para a saúde. Segundo a Nutricionista Natasha Terra, existem dois caminhos para tratar o excesso de peso: reduzir a quantidade de calorias ingeridas e aumentar o gasto energético.  
Além disso, a especialista destaca que determinados alimentos podem ser importantes aliados no processo de emagrecimento e na manutenção de um peso desejável. “Esses alimentos atuam na aceleração do metabolismo, que é a queima de gordura, no aumento do período de saciedade entre as refeições e no controle do apetite”, explica Natasha. 
De maneira geral, todos os alimentos demandam energia do corpo para completar as etapas de digestão. Porém, há alimentos que induzem o metabolismo a trabalhar com um ritmo ainda mais acelerado e, por isso, podem estimular um gasto de 10% a 15% do valor calórico total. Estes são chamados alimentos termogênicos.
Entre os exemplos de alimentos termogênicos estão: 
  • Pimenta vermelha;
  • Café
  • Gengibre;
  • Pó-de-guaraná;
  • Cacau;
  • Canela;
  • Chá verde;
  • Kiwi;
  • Brócolis;
  • Linhaça.
Além dos termogênicos, existem alimentos que possuem uma capacidade de gerar maior saciedade entre as refeições, o que ajuda no controle do peso e faz com que a pessoa se alimente em menores quantidades. Segundo Natasha, alimentos ricos em fibras solúveis e insolúveis auxiliam no emagrecimento, na manutenção de um peso saudável, na redução da absorção de gorduras e açúcares e ainda auxiliam no bom funcionamento intestinal.
De acordo com a nutricionista, os alimentos com alto poder de saciedade incluem:
  • Pães integrais;
  • Aveia;
  • Linhaça;
  • Abacate;
  • Oleaginosas;
  • Frutas;
  • Chia;
  • Carnes magras;
  • Laticínios desnatados;
  • Folhas verdes.
Outra estratégia para a manutenção do peso, segundo a nutricionista, é realizar lanches intermediários (entre as refeições). “É importante para manter o metabolismo ativo e estimular a queima de gordura. Mas, caso seja uma pessoa que não sente muita fome nos intervalos, não é obrigatório comer. Os lanches só irão fazer com que mantenha o apetite controlado durante o dia”, informa Natasha. Para aqueles que sentem mais fome nos intervalos entre as refeições, é interessante quem comam alimentos que proporcionam maior saciedade, ricos em fibras e gorduras saudáveis. “Comer de 3 em 3 horas pode ser interessante para algumas pessoas e não ser para outras, depende do estilo de vida e dos hábitos alimentares de cada um”, complementa.
Atividade Física
Natasha lembra que outra questão importante no emagrecimento é o papel do exercício físico. “O exercício promove mudanças hormonais e a manutenção da massa magra. É um grande aliado do metabolismo em repouso, formando o ‘casamento perfeito’ entre alimentação e exercício físico”, finaliza a nutricionista. 
A especialista: Natasha Terra é nutricionista graduada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) e pós-graduada em Nutrição Esportiva em Wellness, pelo Centro Universitário São Camilo. Atualmente, atende em consultório na cidade de São Paulo (SP). Atuou junto a hospitais, ambulatórios unidades de alimentação e nutrição, em Santos, além de participar dos principais congressos e eventos de Nutrição e sua aplicação em áreas como Estética e Esportiva.




sexta-feira, 12 de maio de 2017

A DIETA DO CARBOIDRATO FUNCIONA MELHOR À NOITE?



Muitas pessoas acreditam que cortar o carboidrato da alimentação, principalmente a partir das 18 horas, faz com que elas emagreçam mais rápido. Esse tipo de dieta não passa de um mito. A nutricionista Elaine de Pádua explica que a retirada de carboidrato a noite não possui um embasamento cientifico necessário para ser considerado verdadeiro. 

“Quando se retira o carboidrato, os estoques de glicogênio se esvaziam. A glicose ‘puxa’ água, sem ela o corpo perde líquidos e a pessoa acha que perdeu peso, mas na verdade ela liberou somente água”, diz a especialista. 

Elaine conta também que um *estudo feito com policiais obesos em Israel analisou o efeito do horário de consumo de carboidratos em uma dieta para emagrecimento. Um grupo consumiu grande parte dos carboidratos da dieta à noite e o outro tinha uma dieta equilibrada de dia, a diferença de emagrecimento entre os dois grupos foi quase mínima, o que comprova que o horário da ingestão de carboidratos não influencia na rapidez da dieta.  

A nutricionista esclarece ainda que retirar o carboidrato antes do treino, como fazem muitos atletas, não é uma boa ideia. “Os atletas ficam sem energia para treinar e, além disso restringir o carboidrato a noite, gera compulsão no dia seguinte”.

Existem inúmeras dietas que restringem o uso de carboidratos, mas que não são, necessariamente, baseadas em não comer carboidratos à noite. Uma das mais recentes é a cetogênica, criado pelo Dr. Atkins. “A dieta criada por ele exige uma dita de baixa ingestão de calorias (hipocalórica,) com liberado consumo de lipídios e proteínas, ela é composta por três fases e não faz restrições quanto ao período de ingestão”, comenta a nutricionista. Exemplos de alimentos presentes nessa dieta são: carnes vermelhas, ovos e manteiga. 

* Referência do estudo: Greater Weight Loss and Hormonal Changes After 6 Months Diet With Carbohydrates Eaten Mostly at Dinner.

Sobre Elaine de Pádua 
Nutricionista pós-graduada em Nutrição nas Doenças Crônico-Degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein. Especialista em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Pós-graduada em Nutrição Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atualmente é mestre pela UNIFESP.  Autora do Livro “O que tem no prato do seu filho?”, Editora Alles Trade. Ministra palestras em diversas empresas como Nestle, Itaú Unibanco, Bovespa, Grupo O Boticário etc.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

5 verdades esclarecedoras sobre o Jejum Intermitente


Especialista em emagrecimento, Rodrigo Polesso, esclarece algumas dúvidas sobre o assunto do momento  

Com certeza um dos assuntos mais comentados desse ano, em se tratando de alimentação e emagrecimento, foi o Jejum Intermitente. Mas, ao contrário do que muitos pensam essa prática não é nenhuma novidade. Segundo o especialista em Nutrição Otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso,  que há 7 anos se dedica a pesquisas sobre perda de peso, Jejum Intermitente sempre foi algo que os seres humanos fizeram naturalmente até poucas décadas atrás, só não tinha esse nome específico. “Há não muito tempo atrás o comum era ter duas ou três refeições por dia e só. Hoje em dia nos é dito que precisamos comer a cada 3h ou até mais frequentementeporém não existe embasamento científico para esse hábito”, conta o especialista.

Rodrigo explica que ao fazer o Jejum Intermitente as pessoas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. “Com isso, seu corpo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se seu corpo está a todo momento processando alimentos, ele sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar”, explica o especialista.

Porém, essa prática ainda gera muitas dúvidas entre as pessoas. Para esclarecer algumas questões, Rodrigo listou 5 verdades sobre o Jejum Intermitente que ajudam a mostrar que essa prática é algo simples e traz diversos benefícios à saúde:

1.   Jejum Intermitente não é dieta 
Segundo Rodrigo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Jejum Intermitente não é dieta. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o Jejum Intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, ressalta. O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros. “O protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto, porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, já que você faz todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas e passa 16h sem comer, incluindo as horas de sono”, ensina. Rodrigo alerta que, segundo o médico canadense Dr. Jason Fung, para pessoas em bom estado de saúde, a prática não tem nenhuma contraindicação, mas o ideal é fazer com acompanhamento médico, pois conforme ele explica para começar o jejum intermitente a saúde da pessoa precisa estar em dia.

2.   Ajuda a reciclar as células mortas
Neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de Autofagia, o qual explica o processo de reciclagem das células quando as pessoas estão em jejum.  Nos seus estudos, o cientista relevou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2. Assim, conforme Rodrigo explica, o Jejum Intermitente também contribui para muitos benefícios com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo longevidade. “Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a Autofagia é uma estratégia de neuroproteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas”, ressalta.

3.   Atua para solucionar a maior causa de ganho de peso
Rodrigo conta que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas revela que a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina e outros como um pedaço de carne que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um.”, explica. Ele ressalta que o que realmente importa é como o corpo reage à insulina. “O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”, revela o especialista. Ao se praticar o jejum intermitente, dá-se folga ao corpo para que estes estímulos constantes da insulina parem e com isso, se colabora para a regularização do funcionamento deste hormônio.

4.   Não causa perda muscular
O especialista esclarece que alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. “Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos”, revela. Ele ainda completa que esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos. Assim, ele aconselha que, se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar primeiramente da alimentação. Ele conta que os estudos mostram que o Jejum Intermitente não provoca perda muscular até mesmo em jejuns de vários dias. “Percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, ressalta.

5.   É adaptável e esporádico 
Rodrigo revela que o jejum intermitente é adaptável à rotina de cada pessoa. “Você pode fazer o Jejum Intermitente quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa”, declara. O especialista conta que mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer Jejum Intermitente”, finaliza.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dicas para se alimentar bem e melhorar o desempenho na atividade física


Praticar atividades físicas e alimentar-se de forma equilibrada é a indicação mais adequada para quem deseja obter melhores resultados nos exercícios. A orientação é da nutricionista Natasha Terra, que mostra quais alimentos são apropriados para antes e depois de se exercitar, além de destacar suas propriedades. Confira: 
Macronutrientes não podem ficar de fora: Os macronutrientes estão presentes em alimentos à base de carboidratos, proteínas e lipídeos, que melhoram a performance esportiva, favorecem o ganho de massa magra e a recuperação muscular.
Proteínas em todas as refeições: A proteína é o macronutriente mais importante e, por isso, deve ser incluída em todas as refeições, inclusive nos lanches intermediários, uma vez que participa da síntese proteica e da recuperação muscular, além de aumentar a saciedade e também atuar até nos cabelos e unhas.
Combine proteínas e carboidratos: A associação entre os dois tipos de alimentos traz benefícios para o organismo tanto antes quanto depois do treino. O consumo de proteínas e carboidratos antes da atividade física fornecerá a energia necessária para a prática. E depois, ajudará a repor o glicogênio muscular utilizado durante o exercício.
Alguns exemplos de como associar proteínas e carboidratos nas refeições:
  • Proteínas magras: peito de frango, filés de peixe (como Saint Peter ou Linguado), carne vermelha (patinho, alcatra, coxão mole);
  • Outros alimentos fonte de proteínas: leguminosas, como grão-de-bico, lentilha, feijão, ervilha, soja e cogumelos;
  • Carboidratos “bons” para serem consumidos durante o dia estão presentes na batata doce, arroz integral, mandioquinha, inhame, mandioca, aveia, etc, além de frutas e verduras.
  • Carboidratos “bons” pós-treino: batata, arroz branco, tapioca, frutas como laranja, melancia, banana, melão e uva.
Micronutrientes e gorduras saudáveis: Também devem estar presentes na dieta e são importantes para equilibrar o correto funcionamento do organismo e o desempenho na atividade física. Os micronutrientes, por exemplo, estão presentes nas vitaminas e em alimentos à base de minerais. São necessários para nutrir o organismo e melhorar o sistema imunológico, entre outras funções.
Já as gorduras saudáveis estão presentes em alimentos como coco, abacate, castanhas, azeite de oliva, entre outros. São muito ricos em nutrientes e antioxidantes, atuando no metabolismo de hormônios (como a testosterona, que também é responsável pelo ganho de massa magra) e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K).
Receitas para antes e depois de treinar: 
Antes:
  • Biscoito de arroz com pasta de grão de bico (homus) ou pasta de amendoim;
  • “Crepioca” (ovo + tapioca, na forma de panqueca);
  • Iogurte + aveia + fruta;
Depois:   
  • Omelete com queijo magro + tomate + 1 fruta;
  • Iogurte desnatado + fruta + castanhas;
  • Whey protein isolado batido com fruta.
A especialista: Natasha Terra é nutricionista graduada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) e pós-graduada em Nutrição Esportiva em Wellness, pelo Centro Universitário São Camilo. Atualmente, atende em consultório na cidade de São Paulo (SP). Atuou junto a hospitais, ambulatórios e maternidades, em Santos e na capital paulista, além de participar dos principais congressos e eventos de Nutrição e sua aplicação em áreas como Estética e Esportiva.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Etiqueta na academia



  Especialista em etiqueta social dá dicas para não errar na hora de se exercitar 

Os brasileiros têm buscado cada vez mais por qualidade de vida e longevidade, mudando seu ritmo e estilo de vida em prol da saúde. Corridas, caminhadas e musculação passaram a fazer parte da rotina de muita gente. Mas você sabia que até para a prática de atividades físicas existem algumas regrinhas básicas de etiqueta para convívio?

Segundo Maria Inês Borges da Silveira, professora do ISAE – Escola de Negócios, consultora de Comportamento Profissional e de Etiqueta Social, é importante observar o comportamento em lugares compartilhados durante as mais variadas atividades, como as cada vez mais populares academias.

Para a especialista, a primeira regra básica se refere a cordialidade, mas sem exageros. “Devemos ser cordiais, cumprimentar as pessoas, mas sem exagerar no papo, afinal, a pessoa precisa de concentração para praticar o exercício e evitar lesões”, comenta. Quanto ao guarda-roupa, aposte em roupas e tênis confortáveis. Se você quiser esconder aqueles quilinhos a mais, a consultora sugere a aposta em roupas escuras, que ajudam a camuflar.

Agora, se você é daquelas que não sai sem uma boa maquiagem e acessórios, tome cuidado. O ideal é apostar em acessórios simples e discretos. As peças chamativas e grandes, além de não combinar com o momento, podem acabar provocando acidentes na hora do exercício. A mesma dica vale para o cabelo, que deve estar sempre preso para não atrapalhar o treino.

Você pode sim se maquiar para ir à academia ou para praticar outros esportes, que não envolvam água, desde com cautela. “Estar sempre confortável, com cabelos presos e maquiagem discreta é o ideal, do contrário a pessoa corre o risco de escorrer e borrar a maquiagem e até sofrer algum tipo de acidente”, detalha Maria Inês. Vale lembrar ainda que roupa de ginástica é para fazer ginástica. “Evite usá-las em outros lugares”, completa a especialista.