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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Adoçante: mocinho ou vilão?



Especialista alerta sobre os perigos do consumo de um item cada vez mais presente na vida dos brasileiros 

 Vivemos um período em que a busca pela perda de peso é constante, e uma das estratégias mais usadas é a troca do açúcar refinado pelo adoçante. Mas será que ele realmente faz bem a nossa saúde? Segundo a nutricionista Aline Quissak, especializada nas áreas de Oncologia, Síndrome Metabólica, Psicologia da Nutrição e Nutrição Esportiva, precisamos analisar alguns pontos importantes antes de tomarmos decisões. 

O primeiro deles é o porquê açúcar refinado faz mal à saúde. Segundo a especialista, por três motivos: 
1) É uma caloria vazia, ou seja, o corpo não utiliza ele como energia para as atividades diárias, por isso, ele é facilmente transformado em gordura pelo corpo, principalmente abdominal. 
2) Ele contém compostos químicos artificiais, que foram utilizados no processo de refinamento para deixa-lo branquinho, retirando assim todos os nutrientes, vitaminas e minerais originários da cana. 
3) Por ser açúcar puro, o corpo tem muito trabalho para "limpá-lo" como toxina do corpo, então a produção de hormônios aumenta na tentativa de expulsar esse açúcar ou utilizá-lo de alguma forma para não acumular, o problema é isso causa um desequilíbrio no corpo, já que exigi muito trabalho para algo que ele não irá utilizar. 

Até aí tudo bem, mas qual é problema do adoçante? Afinal, ele não tem açúcar, não é refinado, e não tem calorias? Alguns especialistas afirmam que o grande problema está no adoçante artificial, que podem causar problemas como gases, irritação estomacal e até câncer. Mas que os chamados adoçantes naturais, como stevia e xylitol, não apresentam tais características. E é aí que está o problema, segundo a nutricionista. Quando consumimos um brigadeiro, por exemplo, e sentimos o sabor doce, há um sinal químico enviado para o cérebro reconhecendo esse sabor. Automaticamente o cérebro relaciona doce com alta caloria, enviando outro sinal químico para o estomago dizendo: "Prepare-se para a produção de enzimas digestivas porque existem altas calorias para você digerir". Quando o brigadeiro chega ao estômago começa todo o processo de digestão e depois de absorção no instestino.
Agora, e se eu consumir um produto com adoçante? O mesmo sinal químico acontece, já que minha língua também vai reconhecer o sabor doce, certo? “O problema está aí, o adoçante não tem calorias, ou seja, quando o doce chega ao estômago, ele não tem o que digerir, só que ele estava esperando essas calorias chegarem, e isso acaba por gerar alguns problemas de saúde”, explica a especialista. 

O consumo de adoçantes pode causar doenças como Gastrites e Ulceras, já que são liberadas muitas enzima e ácidos, que não são utilizados pelo corpo. Além de desencadear uma compulsão alimentar, e, principalmente o aumento da vontade de ingestão de doces. “Quando o estomago percebe que não recebeu as calorias que estava esperando, ele retorna o sinal químico para o cérebro dizendo que aquela caloria não veio e pedindo por ela, e isso é traduzido pelo cérebro como ‘fome’. Na tentativa de suprir essa necessidade, o corpo age por impulso, requisitando energia rápida. E qual a forma de energia rápida? Açúcar. Por isso, sentimos essa vontade exagerada de comer doces e massas”, completa.

Além de tudo isso, o Ph do adoçante não é compatível com o intestino, matando as bactérias boas, responsáveis pela absorção de cálcio, ferro, produção de imunidade, hormônios do emagrecimento e geração de gases. Devido a isso, é comum pessoas que consomem uma grande quantidade de produtos diet, adoçante sendo ele natural ou não, com uma barriga característica: um inchaço característico de gordura acumulada centralmente. E para completar a lista, o consumo diário de adoçante diminui a imunidade, causando problemas como com rinite, sinusite, gripes e resfriados com maior frequência. 

Por isso, para Aline, é importante estar atento ao que estamos consumindo, quais os benefícios reais, que determinados alimentos e bebidas trazem para o nosso corpo e como eles são absorvidos pelo nosso organismo. Reduzir calorias, pode até emagrecer, mas com consequências. O melhor caminho para conseguirmos atingir nossos objetivos, é o equilíbrio. “A alimentação é fundamental para nossa vida, e a melhor maneira de cuidarmos do peso e da saúde, é mantendo uma alimentação equilibrada. Precisamos conhecer os alimentos e entender o que estamos ingerindo, para a partir daí, escolhermos quais alimentos devem entrar em nossa dieta. É melhor comer de forma equilibrada e dar preferência ao açúcar de melhor qualidade, que trará os nutrientes adequados ao corpo, do que simplesmente substitui-lo por algo que a princípio pode parecer saudável, mas a longo prazo terá consequências graves”.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Alimentos aliados da redução de peso

Nutricionista  mostra como a combinação de alimentos que aceleram o metabolismo e aumentam a saciedade podem ajudar a emagrecer
A obesidade representa uma das principais preocupações de saúde pública nos dias atuais. Ela é definida como o acúmulo excessivo de gordura, que representa um risco para a saúde. Segundo a Nutricionista Natasha Terra, existem dois caminhos para tratar o excesso de peso: reduzir a quantidade de calorias ingeridas e aumentar o gasto energético.  
Além disso, a especialista destaca que determinados alimentos podem ser importantes aliados no processo de emagrecimento e na manutenção de um peso desejável. “Esses alimentos atuam na aceleração do metabolismo, que é a queima de gordura, no aumento do período de saciedade entre as refeições e no controle do apetite”, explica Natasha. 
De maneira geral, todos os alimentos demandam energia do corpo para completar as etapas de digestão. Porém, há alimentos que induzem o metabolismo a trabalhar com um ritmo ainda mais acelerado e, por isso, podem estimular um gasto de 10% a 15% do valor calórico total. Estes são chamados alimentos termogênicos.
Entre os exemplos de alimentos termogênicos estão: 
  • Pimenta vermelha;
  • Café
  • Gengibre;
  • Pó-de-guaraná;
  • Cacau;
  • Canela;
  • Chá verde;
  • Kiwi;
  • Brócolis;
  • Linhaça.
Além dos termogênicos, existem alimentos que possuem uma capacidade de gerar maior saciedade entre as refeições, o que ajuda no controle do peso e faz com que a pessoa se alimente em menores quantidades. Segundo Natasha, alimentos ricos em fibras solúveis e insolúveis auxiliam no emagrecimento, na manutenção de um peso saudável, na redução da absorção de gorduras e açúcares e ainda auxiliam no bom funcionamento intestinal.
De acordo com a nutricionista, os alimentos com alto poder de saciedade incluem:
  • Pães integrais;
  • Aveia;
  • Linhaça;
  • Abacate;
  • Oleaginosas;
  • Frutas;
  • Chia;
  • Carnes magras;
  • Laticínios desnatados;
  • Folhas verdes.
Outra estratégia para a manutenção do peso, segundo a nutricionista, é realizar lanches intermediários (entre as refeições). “É importante para manter o metabolismo ativo e estimular a queima de gordura. Mas, caso seja uma pessoa que não sente muita fome nos intervalos, não é obrigatório comer. Os lanches só irão fazer com que mantenha o apetite controlado durante o dia”, informa Natasha. Para aqueles que sentem mais fome nos intervalos entre as refeições, é interessante quem comam alimentos que proporcionam maior saciedade, ricos em fibras e gorduras saudáveis. “Comer de 3 em 3 horas pode ser interessante para algumas pessoas e não ser para outras, depende do estilo de vida e dos hábitos alimentares de cada um”, complementa.
Atividade Física
Natasha lembra que outra questão importante no emagrecimento é o papel do exercício físico. “O exercício promove mudanças hormonais e a manutenção da massa magra. É um grande aliado do metabolismo em repouso, formando o ‘casamento perfeito’ entre alimentação e exercício físico”, finaliza a nutricionista. 
A especialista: Natasha Terra é nutricionista graduada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) e pós-graduada em Nutrição Esportiva em Wellness, pelo Centro Universitário São Camilo. Atualmente, atende em consultório na cidade de São Paulo (SP). Atuou junto a hospitais, ambulatórios unidades de alimentação e nutrição, em Santos, além de participar dos principais congressos e eventos de Nutrição e sua aplicação em áreas como Estética e Esportiva.




sexta-feira, 12 de maio de 2017

A DIETA DO CARBOIDRATO FUNCIONA MELHOR À NOITE?



Muitas pessoas acreditam que cortar o carboidrato da alimentação, principalmente a partir das 18 horas, faz com que elas emagreçam mais rápido. Esse tipo de dieta não passa de um mito. A nutricionista Elaine de Pádua explica que a retirada de carboidrato a noite não possui um embasamento cientifico necessário para ser considerado verdadeiro. 

“Quando se retira o carboidrato, os estoques de glicogênio se esvaziam. A glicose ‘puxa’ água, sem ela o corpo perde líquidos e a pessoa acha que perdeu peso, mas na verdade ela liberou somente água”, diz a especialista. 

Elaine conta também que um *estudo feito com policiais obesos em Israel analisou o efeito do horário de consumo de carboidratos em uma dieta para emagrecimento. Um grupo consumiu grande parte dos carboidratos da dieta à noite e o outro tinha uma dieta equilibrada de dia, a diferença de emagrecimento entre os dois grupos foi quase mínima, o que comprova que o horário da ingestão de carboidratos não influencia na rapidez da dieta.  

A nutricionista esclarece ainda que retirar o carboidrato antes do treino, como fazem muitos atletas, não é uma boa ideia. “Os atletas ficam sem energia para treinar e, além disso restringir o carboidrato a noite, gera compulsão no dia seguinte”.

Existem inúmeras dietas que restringem o uso de carboidratos, mas que não são, necessariamente, baseadas em não comer carboidratos à noite. Uma das mais recentes é a cetogênica, criado pelo Dr. Atkins. “A dieta criada por ele exige uma dita de baixa ingestão de calorias (hipocalórica,) com liberado consumo de lipídios e proteínas, ela é composta por três fases e não faz restrições quanto ao período de ingestão”, comenta a nutricionista. Exemplos de alimentos presentes nessa dieta são: carnes vermelhas, ovos e manteiga. 

* Referência do estudo: Greater Weight Loss and Hormonal Changes After 6 Months Diet With Carbohydrates Eaten Mostly at Dinner.

Sobre Elaine de Pádua 
Nutricionista pós-graduada em Nutrição nas Doenças Crônico-Degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein. Especialista em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Pós-graduada em Nutrição Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atualmente é mestre pela UNIFESP.  Autora do Livro “O que tem no prato do seu filho?”, Editora Alles Trade. Ministra palestras em diversas empresas como Nestle, Itaú Unibanco, Bovespa, Grupo O Boticário etc.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

5 verdades esclarecedoras sobre o Jejum Intermitente


Especialista em emagrecimento, Rodrigo Polesso, esclarece algumas dúvidas sobre o assunto do momento  

Com certeza um dos assuntos mais comentados desse ano, em se tratando de alimentação e emagrecimento, foi o Jejum Intermitente. Mas, ao contrário do que muitos pensam essa prática não é nenhuma novidade. Segundo o especialista em Nutrição Otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso,  que há 7 anos se dedica a pesquisas sobre perda de peso, Jejum Intermitente sempre foi algo que os seres humanos fizeram naturalmente até poucas décadas atrás, só não tinha esse nome específico. “Há não muito tempo atrás o comum era ter duas ou três refeições por dia e só. Hoje em dia nos é dito que precisamos comer a cada 3h ou até mais frequentementeporém não existe embasamento científico para esse hábito”, conta o especialista.

Rodrigo explica que ao fazer o Jejum Intermitente as pessoas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. “Com isso, seu corpo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se seu corpo está a todo momento processando alimentos, ele sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar”, explica o especialista.

Porém, essa prática ainda gera muitas dúvidas entre as pessoas. Para esclarecer algumas questões, Rodrigo listou 5 verdades sobre o Jejum Intermitente que ajudam a mostrar que essa prática é algo simples e traz diversos benefícios à saúde:

1.   Jejum Intermitente não é dieta 
Segundo Rodrigo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Jejum Intermitente não é dieta. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o Jejum Intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, ressalta. O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros. “O protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto, porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, já que você faz todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas e passa 16h sem comer, incluindo as horas de sono”, ensina. Rodrigo alerta que, segundo o médico canadense Dr. Jason Fung, para pessoas em bom estado de saúde, a prática não tem nenhuma contraindicação, mas o ideal é fazer com acompanhamento médico, pois conforme ele explica para começar o jejum intermitente a saúde da pessoa precisa estar em dia.

2.   Ajuda a reciclar as células mortas
Neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de Autofagia, o qual explica o processo de reciclagem das células quando as pessoas estão em jejum.  Nos seus estudos, o cientista relevou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2. Assim, conforme Rodrigo explica, o Jejum Intermitente também contribui para muitos benefícios com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo longevidade. “Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a Autofagia é uma estratégia de neuroproteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas”, ressalta.

3.   Atua para solucionar a maior causa de ganho de peso
Rodrigo conta que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas revela que a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina e outros como um pedaço de carne que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um.”, explica. Ele ressalta que o que realmente importa é como o corpo reage à insulina. “O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”, revela o especialista. Ao se praticar o jejum intermitente, dá-se folga ao corpo para que estes estímulos constantes da insulina parem e com isso, se colabora para a regularização do funcionamento deste hormônio.

4.   Não causa perda muscular
O especialista esclarece que alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. “Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos”, revela. Ele ainda completa que esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos. Assim, ele aconselha que, se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar primeiramente da alimentação. Ele conta que os estudos mostram que o Jejum Intermitente não provoca perda muscular até mesmo em jejuns de vários dias. “Percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, ressalta.

5.   É adaptável e esporádico 
Rodrigo revela que o jejum intermitente é adaptável à rotina de cada pessoa. “Você pode fazer o Jejum Intermitente quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa”, declara. O especialista conta que mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer Jejum Intermitente”, finaliza.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dicas para se alimentar bem e melhorar o desempenho na atividade física


Praticar atividades físicas e alimentar-se de forma equilibrada é a indicação mais adequada para quem deseja obter melhores resultados nos exercícios. A orientação é da nutricionista Natasha Terra, que mostra quais alimentos são apropriados para antes e depois de se exercitar, além de destacar suas propriedades. Confira: 
Macronutrientes não podem ficar de fora: Os macronutrientes estão presentes em alimentos à base de carboidratos, proteínas e lipídeos, que melhoram a performance esportiva, favorecem o ganho de massa magra e a recuperação muscular.
Proteínas em todas as refeições: A proteína é o macronutriente mais importante e, por isso, deve ser incluída em todas as refeições, inclusive nos lanches intermediários, uma vez que participa da síntese proteica e da recuperação muscular, além de aumentar a saciedade e também atuar até nos cabelos e unhas.
Combine proteínas e carboidratos: A associação entre os dois tipos de alimentos traz benefícios para o organismo tanto antes quanto depois do treino. O consumo de proteínas e carboidratos antes da atividade física fornecerá a energia necessária para a prática. E depois, ajudará a repor o glicogênio muscular utilizado durante o exercício.
Alguns exemplos de como associar proteínas e carboidratos nas refeições:
  • Proteínas magras: peito de frango, filés de peixe (como Saint Peter ou Linguado), carne vermelha (patinho, alcatra, coxão mole);
  • Outros alimentos fonte de proteínas: leguminosas, como grão-de-bico, lentilha, feijão, ervilha, soja e cogumelos;
  • Carboidratos “bons” para serem consumidos durante o dia estão presentes na batata doce, arroz integral, mandioquinha, inhame, mandioca, aveia, etc, além de frutas e verduras.
  • Carboidratos “bons” pós-treino: batata, arroz branco, tapioca, frutas como laranja, melancia, banana, melão e uva.
Micronutrientes e gorduras saudáveis: Também devem estar presentes na dieta e são importantes para equilibrar o correto funcionamento do organismo e o desempenho na atividade física. Os micronutrientes, por exemplo, estão presentes nas vitaminas e em alimentos à base de minerais. São necessários para nutrir o organismo e melhorar o sistema imunológico, entre outras funções.
Já as gorduras saudáveis estão presentes em alimentos como coco, abacate, castanhas, azeite de oliva, entre outros. São muito ricos em nutrientes e antioxidantes, atuando no metabolismo de hormônios (como a testosterona, que também é responsável pelo ganho de massa magra) e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K).
Receitas para antes e depois de treinar: 
Antes:
  • Biscoito de arroz com pasta de grão de bico (homus) ou pasta de amendoim;
  • “Crepioca” (ovo + tapioca, na forma de panqueca);
  • Iogurte + aveia + fruta;
Depois:   
  • Omelete com queijo magro + tomate + 1 fruta;
  • Iogurte desnatado + fruta + castanhas;
  • Whey protein isolado batido com fruta.
A especialista: Natasha Terra é nutricionista graduada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) e pós-graduada em Nutrição Esportiva em Wellness, pelo Centro Universitário São Camilo. Atualmente, atende em consultório na cidade de São Paulo (SP). Atuou junto a hospitais, ambulatórios e maternidades, em Santos e na capital paulista, além de participar dos principais congressos e eventos de Nutrição e sua aplicação em áreas como Estética e Esportiva.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Etiqueta na academia



  Especialista em etiqueta social dá dicas para não errar na hora de se exercitar 

Os brasileiros têm buscado cada vez mais por qualidade de vida e longevidade, mudando seu ritmo e estilo de vida em prol da saúde. Corridas, caminhadas e musculação passaram a fazer parte da rotina de muita gente. Mas você sabia que até para a prática de atividades físicas existem algumas regrinhas básicas de etiqueta para convívio?

Segundo Maria Inês Borges da Silveira, professora do ISAE – Escola de Negócios, consultora de Comportamento Profissional e de Etiqueta Social, é importante observar o comportamento em lugares compartilhados durante as mais variadas atividades, como as cada vez mais populares academias.

Para a especialista, a primeira regra básica se refere a cordialidade, mas sem exageros. “Devemos ser cordiais, cumprimentar as pessoas, mas sem exagerar no papo, afinal, a pessoa precisa de concentração para praticar o exercício e evitar lesões”, comenta. Quanto ao guarda-roupa, aposte em roupas e tênis confortáveis. Se você quiser esconder aqueles quilinhos a mais, a consultora sugere a aposta em roupas escuras, que ajudam a camuflar.

Agora, se você é daquelas que não sai sem uma boa maquiagem e acessórios, tome cuidado. O ideal é apostar em acessórios simples e discretos. As peças chamativas e grandes, além de não combinar com o momento, podem acabar provocando acidentes na hora do exercício. A mesma dica vale para o cabelo, que deve estar sempre preso para não atrapalhar o treino.

Você pode sim se maquiar para ir à academia ou para praticar outros esportes, que não envolvam água, desde com cautela. “Estar sempre confortável, com cabelos presos e maquiagem discreta é o ideal, do contrário a pessoa corre o risco de escorrer e borrar a maquiagem e até sofrer algum tipo de acidente”, detalha Maria Inês. Vale lembrar ainda que roupa de ginástica é para fazer ginástica. “Evite usá-las em outros lugares”, completa a especialista.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Secretaria ensina cultivo de ervas para substituir o sal e reduzir o consumo de sódio


Em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, em 26 de abril, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo ensina a população a cultivar em casa ervas aromáticas que trazem sabor à comida e reduzem a necessidade de utilizar o sal

No Brasil, o consumo médio de sódio é de 7,4 gramas, mais do que o dobro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de dois gramas por dia, quantidade presente em cinco gramas do sal de cozinha. 

No livro digital “Sabores da Horta: do Plantio ao Prato”, que está disponível para download gratuito neste link, a equipe de nutricionistas da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), da Secretaria, orienta a população sobre os principais benefícios de ervas, raízes e pimentas, que podem auxiliar a reduzir o uso do sal. O livro ensina a fazer uma horta com materiais como garrafa pet e caixas e também traz receitas nutritivas e saborosas com os temperos. 

De acordo com a nutricionista da Secretaria que atua no Centro de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cesans) Milene Massaro, diminuir a ingestão de sódio ajuda a controlar a pressão arterial, em todas as faixas etárias. “Especiarias e ervas aromáticas frescas ajudam a reduzir o uso de sal, realçam o sabor natural dos alimentos ou dão à preparação um novo sabor, além de conferir aroma e cor”, orientou Milene. 

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, destacou a importância de adotar hábitos saudáveis de alimentação. “É nosso dever garantir que alimentos frescos e saudáveis, provenientes da agropecuária paulista, cheguem à mesa das famílias brasileiras. É uma determinação do governador Geraldo Alckmin, que é médico e sabe da importância de uma alimentação saudável na qualidade de vida da população”, disse. 

Veja algumas das propriedades e usos desses ingredientes: 

Alecrim: Contém vitaminas A e do complexo B e minerais como potássio, fósforo e cálcio. É antioxidante; antimicrobiano; facilita a digestão; indicado para combater o cansaço físico e mental e ajuda na circulação sanguínea. Usado para temperar carne suína, batatas, arroz e pães, aromatizante de água do cozimento de massas e azeites. 

Cebolinha: Contém vitaminas A e C, potássio, cálcio e fósforo. Antioxidante, ajuda na digestão e melhora a circulação sanguínea. Use em omeletes, sopas, vinagretes, molhos e alguns pratos preparados com carne ou peixe. 

Coentro: Tem potássio, vitamina C e vitamina A. É antioxidante; tem óleos essenciais que ajudam na digestão; utilizado como antitérmico, analgésico e como auxiliar no tratamento de dores articulares e reumatismo. Tempera saladas, caldos de peixe, frutos do mar, sopas, molhos, massas. 

Gengibre: Contém potássio e vitamina B3, auxilia no tratamento de gripes, resfriados e tosse; reduz dores de cabeça; diminui a congestão nasal e cólicas menstruais; ajuda a tratar enjoos e combater infecções e pode auxiliar no processo de emagrecimento. Ideal para temperar carnes, peixes, sopas, frutos do mar, saladas, aromatizante de água, sucos e chás. 

Hortelã: Contém vitaminas A, B, C e minerais como cálcio, fósforo, ferro e potássio. Age como descongestionante e sua infusão é indicada no tratamento de gripe. Utilizado como tempero para carnes (principalmente carneiro), sopas, saladas, quibe, tabule e outros pratos árabes; aromatizante de bebidas como água, chás e sucos. 

Manjericão: Rico em vitaminas A e C e minerais como cálcio e potássio. É antioxidante; combate vômitos, cólicas intestinais e diarreias; auxilia no alívio de tosse, bronquite, rouquidão, dores de garganta e ajuda na cicatrização de aftas. Use em carnes, peixes, sopas, massas e molhos de tomate e como aromatizante de vinagres. 

Orégano: Contém óleos essenciais, vitamina C, vitamina A, cálcio e potássio. Estimula as funções gástricas e biliares; auxilia no tratamento de dispepsia, enjoos, flatulências e estomatites; é diurético, expectorante e ameniza cólicas menstruais. O tempero pode ser usado em saladas, molhos à base de tomate, pizzas, pratos com queijo, carnes, peixes e massas. 

Salsinha: Contém vitaminas A, B3 e C e bioflavonoides. Apresenta também cálcio e potássio. Alivia os sintomas da bronquite, asma, cólicas menstruais e cistite e auxilia no tratamento de reumatismo. É utilizado em sopas, saladas, peixe, carnes, omeletes e legumes. 

Sálvia: Antioxidante; reduz flatulência e tem ação anti-inflamatória. Apresenta sabor muito forte, por isso, use em pequenas quantidades para tempero de carnes, marinadas, sopas, feijão, molhos de tomate, queijos, batatas e biscoitos. 

Tomilho: Contém vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina A. Tem também minerais como magnésio, cálcio e potássio. É digestivo, anti-inflamatório e expectorante. Use em aves, carne de porco, peixes, molhos, sopas e vegetais. 

Pimentas: São ricas em vitaminas A, C e E, ácido fólico e zinco, além de conter capsaicina, que apresenta propriedades medicinais comprovadas, como cicatrização de feridas, dissolução de coágulos sanguíneos, prevenção da arteriosclerose, controle do colesterol e ação antioxidante. Tempera quase todos os tipos de pratos como carnes, aves, massas, molhos e legumes. Também é usada como aromatizante de chocolates e outras sobremesas ou doces. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Consuma o chocolate de maneira mais saudável

Páscoa combina com chocolate, que consequentemente combina com peso na consciência. Muitos chocólatras de plantão acabam exagerando no consumo desse alimento altamente calórico
Para evitar os excessos durante todo ano, a nutricionista Natasha Terra dá algumas dicas de como consumir chocolate de uma maneira mais saudável. Confira!
  • Prefira chocolates com teor de cacau maior do que 50%: o ideal é que seja de 70% para cima, mas quem ainda não tem o hábito de consumir o chocolate amargo, o 50% já é melhor. O cacau é rico em polifenóis (potente antioxidante que combate a formação de radicais livres) e possui em sua composição um aminoácido chamado triptofano, que atua em um hormônio chamado serotonina. Esse hormônico está relacionado ao humor, então quanto mais cacau, mais nutrientes e menos açúcar;
  • Atenção com chocolates diets: por não conter açúcar, o teor de gordura nesses alimentos costuma ser maior. Opte pelo chocolate amargo nesses casos;
  • Atente-se ao horário de consumo: Uma opção para as pessoas que não vivem sem um chocolate é após o almoço, pois as fibras dos alimentos irão ajudar na digestão. Após a atividade física também é uma boa pedida, pois o carboidrato irá ser utilizado para repor o glicogênio perdido durante o treino. Nesses casos continue optando pelos chocolates com teor de cacau maior do que 50%;
  • Tome cuidado com a quantidade, evite exageros e coma porções pequenas;
  • Fique atento ao rótulo dos produtos e a lista de ingredientes: evite aqueles que têm como primeiro ingrediente açúcar ou gordura hidrogenada;
  • Evite chocolate branco: como ele é feito com manteiga de cacau, leite em pó e açúcar, não é possível aproveitar os benefícios do cacau, além de ter um teor maior de gordura;
  • Evite as opções com recheio: elas contêm maior quantidade de açúcar e gordura
Natasha Terra é nutricionista graduada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) e pós-graduada em Nutrição Esportiva em Wellness, pelo Centro Universitário São Camilo. Atualmente, atende em consultório na cidade de São Paulo (SP). Atuou junto a hospitais, ambulatórios e maternidades, em Santos e na capital paulista, além de participar dos principais congressos e eventos de Nutrição e sua aplicação em áreas como Estética e Esportiva.