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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Nutricionista do HCor alerta: pequenas mudanças na alimentação reduzem o risco de doenças cardiovasculares


Alimentação saudável pode prevenir o aparecimento de alguns fatores de risco para infarto e AVC, como pressão alta, colesterol elevado e diabetes

Algumas mudanças simples na alimentação podem melhorar muito a saúde, trazendo benefícios importantes ao coração, cérebro e sistema vascular. É importante saber quais alimentos são saudáveis e quais devem ser evitados. Essas escolhas têm uma grande influência no controle dos fatores de risco cardiovascular como hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol e triglicérides e diabetes.

Hoje, as doenças cardiovasculares, principalmente infarto e AVC, lideram o ranking das causas de morte no país, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no país, o que representa mais de 308 mil óbitos por ano. Para ajudar a mudar este cenário, Rosane Perim, nutricionista e gerente de Nutrição do HCor (Hospital do Coração), reúne abaixo algumas sugestões de mudanças na alimentação para prevenir problemas cardiovasculares.

Café da manhã: o pão com manteiga ou margarina é uma das escolhas mais frequentes do brasileiro para essa refeição. Contudo, a manteiga tem gordura saturada e deve ser consumida com moderação. Alguns estudos a associam ao aumento do colesterol total e do LDL (colesterol ruim). Já a margarina ou creme vegetal são alimentos produzidos a partir de óleos vegetais, cujo teor pode variar de acordo com a formulação. Diversos estudos realizados com estes alimentos demonstraram que eles podem trazer benefícios para a saúde do coração e diminuir os riscos de doenças cardiovasculares.

“Isso se deve a elevada quantidade de gorduras polinsaturadas e baixa quantidade de gorduras saturadas e colesterol em comparação com a manteiga. Logo, os cremes vegetais auxiliam na manutenção dos níveis de colesterol, LDL, HDL e triglicérides mais favoráveis. Creme de ricota, requeijão ou cream cheese, em suas versões light, são também uma boa opção”, esclarece Rosana.

Almoço: a principal refeição do brasileiro é, frequentemente, regada a abusos na ingestão de carnes e massas. As carnes vermelhas habitualmente consumidas são importantes fonte de proteínas de alto valor biológico, ferro e vitaminas do complexo B. No entanto, podem fornecer quantidades significativas de gorduras saturadas.

“Ao preparar qualquer tipo de carne, é necessário que se remova a gordura aparente, pois ela penetra no interior da carne durante o preparo. Se puder, alterne o consumo de carne vermelha por frango ou peixe”, sugere a gerente. “Cuidado ao consumir massas com molho branco, queijos e creme de leite, pois são mais calóricas. Uma excelente opção durante o almoço é a dupla arroz e feijão. Além de saborosa, é muito saudável por fornecer todos os nutrientes em quantidades adequadas para suprir as necessidades diárias do nosso corpo. Para não exagerar nesses alimentos, combine-os com uma salada, pois as verduras e legumes aumentam a sensação de saciedade, são ricos em fibras, minerais e vitaminas. Vale a pena consumi-los diariamente”, orienta.

Jantar: é a refeição dos erros extremos. Enquanto alguns se alimentam mal durante o dia e exageram a noite, outros pulam o jantar com medo de ganhar peso. As duas atitudes estão erradas. Recomenda-se para o jantar algo em torno de 20% da ingesta calórica do dia, enquanto o almoço pode representar cerca de 35%. E, como todas as refeições, o jantar precisa ser equilibrado com carboidratos, proteína e gordura.

“As mesmas dicas do almoço são válidas para o jantar, com adequação das proporções. As sopas também são recomendadas para esse horário. Para quem não resiste a uma sobremesa, o ideal é dar preferência para as frutas, em vez de doces. Ricas em fibras e diversos nutrientes, elas ajudam a evitar a fome no decorrer da noite”, diz a nutricionista.

Refeições intermediárias: negligenciadas por muita gente, essas pequenas refeições podem ser grandes aliadas da saúde, especialmente por quem deseja perder peso. Estes pequenos lanches evitam que as pessoas passem mais de três horas sem comer, prevenindo, assim, o alto consumo de calorias nas refeições principais. “Mas tenha cuidado para não exagerar. As refeições intermediárias, juntas, não devem passar de 25% da ingestão calórica diária. Uma barra de cereais, uma porção (30 g) de oleaginosas, um iogurte desnatado ou um chá com três ou quatro bolachas de água e sal, ou integral já cumprem bem o papel desta refeição”, finaliza Rosana Perim. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Conheça as diferentes indicações para a suplementação de Whey Protein


Nutricionista esclarece dúvidas sobre a utilização do suplemento no plano alimentar
de atletas, desportistas e pessoas que desejam melhorar a qualidade de vida.


Os brasileiros buscam, cada vez mais, soluções práticas para alimentação por meio dos suplementos nutricionais. Seja por motivos estéticos ou para melhorar algum aspecto do desempenho físico, o hábito de praticar atividade física vem se consolidando entre a população, com isso, os suplementos ganham destaque como aliados da beleza, boa forma e saúde.

“O consumo de suplementos alimentares cresceu 14% nos últimos cinco anos. As escolhas desta nova parcela da população, que se preocupa com a qualidade de vida, têm sido fator determinante para o aumento do setor no Brasil”, declara Synésio Batista da Costa, presidente da Brasnutri.

Outro aspecto relevante em que está presente a importância dos suplementos nutricionais é o envelhecimento. Com o avanço da idade é natural que homens e mulheres percam massa muscular progressivamente. Diferente dos benefícios da perda de peso entre jovens e adultos, os idosos, precisam redobrar a atenção ao emagrecimento, pois leva a redução progressiva da força muscular. De acordo com o nutricionista Victor Silvestre, a importância da utilização do whey protein (proteína isolada do soro do leite) e seu benefício para o consumo humano, em todas as fases da vida, está amplamente documentada no meio científico. “Além da sua função relevante para o processo de manutenção e hipertrofia muscular, na última década, o whey protein vem obtendo importante papel na dieta de crianças, gestantes e idosos. Diante da infinidade de produtos disponíveis no mercado e extensa oferta dos mesmos em diversos meios de comunicação não científico, como as redes sociais, por exemplo, muitos tabus, preconceitos e paradigmas pairam sobre o tema suplemento alimentar, em especial, sobre a utilização da whey protein por não atletas”, explica o consultor científico da Atlhetica Nutrition.

Para os especialistas em nutrição, os suplementos alimentares são aliados e seu consumo é indicado em situações em que é necessário adequar as demandas nutricionais do indivíduo aos seus hábitos diários.

Confira a entrevista do nutricionista Victor Silvestre sobre o suplemento whey protein:

1.O que podemos entender sobre o suplemento de whey protein?

VS: Whey protein nada mais é do que alimento em pó, ou seja, soro do leite de vaca desidratado. Embora natural, alguns cuidados devem ser tomados no momento de escolher qual whey protein comprar e também como a ingerir. Podemos dividir a whey protein em três subcategorias: whey protein concentrado, whey protein isolado e whey protein hidrolisado. Dentre algumas características peculiares destes diferentes tipos de proteína, está a velocidade de absorção da mesma (tempo na qual a proteína é digerida e disponibilizada na forma de aminoácidos para serem absorvidos por nosso organismo). A whey protein concentrada possui velocidade de absorção rápida / moderada, enquanto a isolada possui maior rapidez e a proteína hidrolisada quase que instantaneamente é convertida em aminoácidos no intestino humano.

2.Qual o melhor tipo de whey protein para consumo: concentrada, isolada ou hidrolisada?

VS: Depende! De acordo com diversos estudos, a combinação dos diferentes tipos de whey protein parece ser eficaz no processo de disponibilização constante de aminoácidos na corrente sanguínea e consequentemente, melhor reparação tecidual. Portanto, escolher a whey protein que contenha em sua formulação proteína do soro do leite concentrada, isolada e hidrolisada, pode ser a melhor opção.

3. Além de atletas e desportistas, crianças, idosos, gestantes, obesos e demais indivíduos estão ingerindo a whey protein sob prescrição do médico e/ou nutricionista, porém com qual finalidade?

VS: Citarei de forma simples e objetiva apenas uma justificativa para cada perfil:
•         Criança: substituir o tradicional achocolatado por whey protein sabor chocolate, complementando a necessidade de ingestão diária de proteínas.
•         Idosos: suprir o déficit de proteínas diárias ingeridas, uma vez que o processo de mastigação está prejudicado (uso de dentaduras) o que atrapalha no processo de absorção dos aminoácidos.
•         Gestantes: manutenção do sistema imunológico e suporte no aumento de produção de leite materno;
•         Enfermos: recuperação do estado nutricional.
Atletas e esportistas são habitualmente conhecidos pela capacidade de ingerir qualquer alimento, pois muitas vezes, preocupam-se mais com a qualidade do que com o sabor e aparência dos mesmos (basta observar atletas ingerirem ao longo de meses 7 refeições diárias de frango com batata doce). Já os idosos, crianças, gestantes, enfermos e demais indivíduos citados, podem encontrar alguma dificuldade no momento de incluir os suplementos em seu plano alimentar. Tornando-se assim, necessário maior critério na escolha dos mesmos, optando por produtos elaborados por laboratórios de confiança e que apresente paladar e consistência atrativos para o público em geral.

4. Como as empresas estão se adequando a esta nova necessidade?

VS: Antenados por esta demanda no consumo de whey protein por parte de não atletas, os laboratórios de suplementos alimentares estão elaborando produtos com sabores incríveis, não abrindo mão da qualidade nutricional dos mesmos. Afinal, de nada adianta produzir whey protein com sabor delicioso, porém recheada de sódio e gordura. Há 5 anos era difícil imaginar whey protein com sabor de doce de leite, amendoim, maracujá, cookies, entre outros, que hoje já podem ser facilmente encontrados nas prateleiras de grandes body shops. Para introduzir suplementos em seu plano alimentar, em especial o whey protein, consulte o nutricionista para que o mesmo ajuste a dosagem de acordo com sua necessidade, e ajude você a escolher a opção que melhor adeque ao seu estilo de vida.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cuidados ao realizar atividades físicas no frio


Confira dicas para evitar doenças respiratórias, lesões e outras consequências da prática inadequada no inverno
Nos dias de frio torna-se mais difícil exercitar-se. O corpo tende a economizar energia para se manter aquecido, logo coberta, cama e sofá são calorosos convites de inverno. Mesmo assim, muitas pessoas por questão de hábito, rotina ou autodeterminação realizam atividades físicas frequentemente. Conduta que Edison Tresca, professor de Educação Física da Universidade UNG, recomenda, porque fazer exercícios físicos é essencial para a saúde em qualquer estação do ano. No entanto, o docente alerta que durante baixas temperaturas, é necessário tomar precauções extras.  

A musculatura tende a ficar mais contraída e tensa, possibilitando maior desconforto e incidência de lesões. Para evita-los, é preciso prolongar o tempo dos exercícios de aquecimento antes da atividade física, além de realiza-los paulatinamente, garantindo assim a flexibilidade dos músculos e a elevação adequada da temperatura corporal. "Aconselha-se iniciar com exercícios de livres movimentações, sem carga, nas articulações do corpo. Em seguida pode-se realizar exercícios de alongamento muscular, iniciando de forma lenta e suave, aumentando a intensidade progressivamente", diz ele.

 O professor recomenda exercitar-se em ambientes protegidos, como clubes e academias, por exemplo, onde não estão expostos à friagem. No entanto, algumas pessoas não se adaptam a ambientes fechado e gostam mesmo é do contato com ar livre. Segundo o especialista, o maior problema é que além do desconforto térmico, o corpo não manterá uma temperatura ideal de funcionamento para a atividade física, porque a umidade da transpiração retida na roupa em contato com o ar frio pode fazer com que o corpo perca mais calor para o meio ambiente do que deveria. Para contornar a situação, o educador sugere vestir uma camiseta de material sintético, dry fit, por baixo de outra com material de malha de algodão e, finalmente um agasalho leve por cima de tudo, com possibilidade de abertura na frente.  "A camiseta de material sintético deixará a umidade da transpiração do corpo passar e ficar retida pela de algodão, e a temperatura corporal mantida pelo agasalho. Se houver desconforto pela elevação demasiada da temperatura, o agasalho poderá ser aberto ou fechado conforme a necessidade", explica.

Outro ponto crucial é a ingestão de água. De acordo com ele, é natural sentir menos sede neste período, uma vez que se transpira menos. Em qualquer situação, o ideal é ingerir líquidos antes de sentir sede, esta manifestação pode ser o primeiro sinal de que está começando a faltar água no corpo. "Aqueles que praticam atividades físicas devem hidratar-se com maior frequência, mesmo em temperaturas amenas", afirma.

Ele também ressalta que a respiração durante a atividade tem que ser preferencialmente nasal, para que o ar percorra um caminho mais longo até chegar aos pulmões. Tendo a oportunidade de ser adequadamente aquecido antes de chegar a eles, diminuindo as possibilidades de inflamações das vias aéreas. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

O que comer após o treino?



Reposição de energia e recuperação da musculatura devem ser os maiores objetivos na alimentação depois da atividade física

Para toda ação existe uma reação. Ao acabar o treino, o corpo pede por nutrientes que foram perdidos na realização dos exercícios. Então, ter uma dieta balanceada, principalmente no pré e pós-treino, é importante. Alimentos que são grandes fontes de carboidratos, proteínas e antioxidantes são os mais indicados para consumir assim que acabar a atividade, já que ajudam na recuperação de músculos e energia.
Na combinação de algum carboidrato de rápida absorção, como batata, pães, arroz branco, massa com alguma opção do time das proteínas, como alimentos de origem animal, somado aos antioxidantes,a dieta será perfeita para quem deseja aumento de massa magra.
As nutricionistas da Health4u, Carolina Alkimin Figueiredo (CRN-341125), especialista em nutrição clínica e Ana Paula Lopes (CRN-337855), nutricionista esportiva, respondem as 4 principais dúvidas quando se trata de alimentação e treino. Confira abaixo:
Suplementos, será?
Sempre entra na discussão se o uso de suplemento é indicado ou não para praticantes de esportes. Segundo Carolina, cada dieta é muito pessoal e varia de caso para caso.“O indicado é conversar com uma nutricionista para montar uma boa dieta de acordo com o físico e objetivo final de cada um. Porém, suplemento é uma boa opção para quem não consegue ingerir algum tipo de alimento desses grupos (proteína e carboidratos) durante o período indicado”, explica.
A nutricionista sugere suplementos que podem ter bons resultados. “Os suplementos de proteínas, dentre eles, proteína do leite o concentrado, hidrolisado ou isolado, albumina, caseína, barrinhas proteicas- proteína da carne e proteínas vegetais, indicadas para veganos ou vegetarianos são os mais utilizados”, aponta.
Para adolescentes que realizam atividades físicas, seja musculação ou algum esporte, a dica do suplemento muda um pouco. “Não há necessidade de usar algo a mais do que a dieta por alimento físico se o exercício realizado for leve. Agora, caso a atividade seja feita por mais de duas horas diárias e o adolescente não consiga ingerir alimentos na forma sólida, pode ser é necessário que algum repositor de energia seja ingerido”, explica.
Embora a atividade física seja recomendada para qualidade de vida e saúde, o uso de suplementos só deve ser feito com recomendação e acompanhamento de um profissional. “Não se deve utilizar suplementos sem orientação e avaliação de um especialista. Pode ser perigoso para a saúde. Por isso, procurar ajuda é sempre indicado”, afirma Carolina.
Hidratação. Isso mesmo: água!
O melhor elemento usado na recuperação e na preparação do corpo! A hidratação traz benefícios integrais para o corpo, e deve ser reforçada principalmente pelas pessoas que praticam exercícios. O indicado é que seja consumido de dois a três litros de água por dia, mas, como a necessidade de cada corpo varia: quando sentir sede, tome um copo d’água.
Estar hidratado previne sintomas indesejados, além disso, a hidratação através de repositores hidroeletrolíticos (bebidas isotônicas) permite que o nível de sódio e cloreto no sangue não fique tão baixos conforme o atleta sue nos exercícios. Associada a uma boa alimentação, a água e bebidas isotônicas ajudam a recompor os níveis de água corporal e dessas substâncias prevenindo que a famosa câimbra apareça no meio ou depois do treino.
Há quem acredite que bananas são altas preventoras para essas dores, porém não é bem assim. “É mito! Este comentário ocorre porque é muito comum acharem que o potássio previne o aparecimento de câimbras, entretanto, a perda do potássio no suor é muito baixa quando comparada com a do sódio. Além disso, o potássio é facilmente reposto pela dieta se está em deficiência. Ou seja, comer bananas para prevenção de câimbras não funciona”, explica a nutricionista esportiva da Health4u, Ana Paula Lopes.
Dietas... Pode?
“Perca 5 kg em uma semana”, “Dieta da sopa”, “Suco emagrecedor”... O melhor processo para atingir seu objetivo é treino e alimentação correta. A perda de porcentagem de gordura deve ser acompanhada ao fortalecimento dos músculos e aumento de massa magra, o que é o mais importante. Em conjunto, esses processos fazem com que o emagrecimento seja saudável e que a pele se ajuste as novas medidas do corpo.
“A rápida perda de peso a partir de dietas com baixas calorias e restritivas podem resultar em perda de massa muscular”, relata Ana Paula. A dieta para quem quer perder peso é quase a mesma de quem tem como objetivo a hipertrofia, o que muda é a quantidade de carboidrato, proteína e calorias que precisa ser ingerida, e nada de recorrer aos suplementos. “Lógico que cada dieta é maleável de acordo com o caso, porém nenhum processo de emagrecimento deve ter como objetivo parar de comer, e sim se alimentar bem”, explica Ana Paula.
Ir treinar sem se alimentar também não é uma boa dieta, pelo menos não para os iniciantes, apenas para indivíduos treinados - existe uma dieta em que o desportista fica de 8 a 18 horas em jejum intermitente. A prática de dietas como essa pode ser prejudicial ao desempenho do praticante e causar fraquezas e desmaios.
O indicado é se alimentar de 40 min a uma hora antes de ir praticar exercícios, assim o corpo consegue reter as substâncias necessárias. Caso não seja possível fazer esse intervalo, um alimento de rápida absorção é uma boa saída.
Dores e fraquezas pós-treino associadas à alimentação
Acordar no dia após o treino sentindo o corpo inteiro doer é incômodo, principalmente quando ainda tem mais atividade pela frente. Dores e fraquezas musculares podem ter diversas causas, e algumas são consideradas normais. No treino, o músculo sofre micro traumas, que passam por um processo inflamatório e é cuidado pelo próprio corpo. Durante esse processo, o local atingido cria uma defesa aos traumas, ficando mais resistente para os próximos treinos.
Uma boa alimentação não vai curar as dores, as fraquezas e os espasmos que o corpo sofre no dia seguinte, porém ameniza a intensidade. “É necessário ter uma alimentação equilibrada para que ocorra uma melhor recuperação muscular e energética após o treino, por exemplo: carnes magras, ovos, leite e derivados e feijões; cereais, frutas, pães, tubérculos, farinhas, arroz e massas; frutas, legumes e verduras, e gorduras boas como nozes, castanhas, azeite, abacate e coco”, indica Ana Paula.  

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Entenda o que são os suplementos anti-aging


Nutricionista esportivo lista e explica as principais funções de 14 “elixires da juventude” 

As funções mental e física diminuem à medida que o corpo envelhece, condição da qual ninguém escapa. A boa notícia é que a expectativa de vida tem aumentado, graças aos avanços da medicina, e, para aqueles que levam um estilo de vida saudável, é possível envelhecer com qualidade de vida e muita disposição.

A fim de dar uma forcinha à saúde do corpo de da mente, os suplementos anti-idade, conhecidos como “anti-aging”, têm mostrado grande eficácia. De acordo o Diogo Círico, nutricionista esportivo da Growth Supplements, esse tipo de suplementação demostra benefícios às células corporais, retardando riscos de doenças, entre outros sinais que podem chegar com a idade. “A suplementação anti-aging é capaz de defender as células corporais, evitando que haja redução das funções. Este tipo de amparo ao organismo acaba gerando eficiência no processo de retardo da velocidade do envelhecimento celular”, diz Círico.

Pensando nos benefícios da suplementação anti-idade, listamos 14 nutrientes, considerados “elixires da juventude” para a suplementação. Acompanhe:
Vitamina C
Encontrada em muitas frutas e vegetais, incluindo pimentão, brócolis, goji berry e cranberry, as cápsulas de vitamina C podem auxiliar na redução de estresse oxidativo de células, além de beneficiar a regeneração da pele e das células, de modo geral.
Vitamina E
Encontrada em alimentos, como azeite, amendoim, castanha do pará ou até mesmo milho e grãos integrais, a vitamina E está entre os destaques na suplementação anti-aging. Os seus benefícios são direcionados também à saúde da pele, cumprindo uma função “antirrugas”. 
Glucosamina
Aminoácido muito eficiente para a síntese de proteínas, ajudando no efeito anabólico. Recomenda-se para o tratamento de cicatrização de feridas e melhor hidratação corporal, além de deixar as rugas menos evidentes.
Creatina
O consumo da creatina tem como foco o aumento de músculos, favorecendo a síntese proteica e melhorando o desempenho nos treinos. O nutriente ainda auxilia na melhor função cognitiva, melhorando a capacidade de memorização.
Selênio
O selênio mostra alta eficácia para a síntese das proteínas; logo, efeito anabólico. O nutriente ainda reforça o sistema imunológico com ação antioxidante, anti-inflamatória, favorecendo a circulação sanguínea e sistema cardiovascular.
Resveratrol
Resverastrol é um polifenol importante para a saúde do sistema cardiovascular, reduzindo a incidência de desenvolvimento de doenças como o Alzheimer, e até mesmo o Câncer. A suplementação com o nutriente pode melhorar a circulação sanguínea.
Coenzima Q-10
A Coenzima Q -10 é naturalmente produzido por nosso organismo. As células utilizam esse nutriente para a produção de energia, agindo também como um eficiente antioxidante. Esse nutriente ainda é importante para o combate contra radicais livres nocivos à saúde.
Carnitina
Indicada para a melhor utilização da gordura como fonte de energia, além de ser importante para a saúde dos rins e fígado. A suplementação com a Carnitina reduz a possibilidade de dores no peito e ajuda no tratamento de angina, Alzheimer e depressão.
Cromo
Indicado para retardar os efeitos do envelhecimento, beneficiando a saúde da pele, ainda que a sua suplementação seja mais comum para controlar dos níveis de açúcar no sangue. Considerado um dos melhores suplementos para fazer uso da insulina.
Glutationa
Poderoso antioxidante contra as ações do envelhecimento. É naturalmente produzida no fígado, a partir de três aminoácidos, entre eles a Cisteína. O consumo é indicado para desintoxicação corporal, auxiliando na proteção das células brancas e vermelhas do sangue.
Melatonina
Hormônio que é referência quando se fala em efeito antienvelhecimento. Ele pode ser produzido de forma natural, mas a suplementação pode favorecer o sistema neurológico e imunológico, além de ajudar com a  qualidade de sono, maior disposição e controle de peso.
Carnosina
Combinação de aminoácidos importantes para o corpo. Os níveis de Carnosina diminuem, conforme a idade, então a suplementação se torna gradualmente interessante. O uso pode proteger o corpo contra a oxidação de células musculares, reforçando a saúde dos músculos.
Ginkgo Biloba

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Incontinência fecal


A incontinência fecal está relacionada à funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico
O episódio da lutadora que evacuou durante uma luta de MMA vem chamando atenção. Justine Kish não conseguiu segurar as fezes após realizar um grande esforço para se livrar de um golpe de sua oponente, a lutadora Felice Herring. Mas, esse não foi um caso isolado. Segunda a fisioterapeuta, especializada em Saúde da Mulher, Eliana do Nascimento, da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, atletas de alto rendimento têm sido protagonistas de cenas como essa em diferentes modalidades. “Isso ocorre devido à um aumento exagerado da pressão intra-abdominal que sobrecarrega os músculos do assoalho pélvico. O caso já ocorreu em outros atletas como corredores, halterofilistas e judocas. Esses músculos são responsáveis por manter a continência, tanto urinária, quanto fecal”, diz.
É comum associar a incontinência à fraqueza muscular. Então, por que um atleta, que possui músculos fortes e bem definidos, apresentaria incontinência? A resposta é simples, nem sempre uma musculatura forte é funcional. “Quando falamos que um músculo é funcional, queremos dizer que ele está desempenhando sua função de forma correta e trabalhando em sinergia perfeita com outros músculos e estruturas. No caso do assoalho pélvico, essa sinergia deve ocorrer entre a musculatura profunda abdominal e o diafragma respiratório, mantendo assim a estabilidade e contendo a pressão intra-abdominal, para que não haja sobrecarga”, explica Eliana. 
Em atividades de alto impacto os músculos do assoalho pélvico precisam ser trabalhados na mesma proporção dos grandes grupos musculares para que não ocorra falha na ativação dessa musculatura, predispondo a incontinência urinária ou fecal.
Existem diversos recursos fisioterapêuticos que podem auxiliar na melhora da perda fecal em atletas, como exercícios terapêuticos específicos, eletroestimulação, biofeedback, entre outros. Portanto, prestar atenção na musculatura profunda estabilizadora é fundamental nas atividades de grande impacto e o auxílio de um profissional especializado evita a piora do caso.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mitos e verdades sobre o óleo de coco

Óleo de coco é tido por muitos como algo milagroso, mas a ciência mostra que ele não é tão favorável quanto parece
O mundo dos produtos naturais nunca está livre de modismos. O óleo de coco também não escapou desse mérito milagroso e tornou-se a solução para variados itens, entre eles estão: a prevenção de doenças cardiovasculares, bom para o cabelo, para a higiene e ainda auxilia no emagrecimento.  Porém, a nutricionista comportamental, Patrícia Cruz, alerta que óleo não deve ser visto como algo milagroso. “Ele é fonte de gordura saturada e apresenta forte correlação com a elevação do colesterol. Dessa forma, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de processos inflamatórios que elevam os riscos de doenças crônicas não transmissíveis”, explica a especialista.
O óleo de coco é extraído a frio da massa de coco e classificado como gordura saturada. Sendo assim, é composto por ácidos graxos (ácido láurico) que apresentam menos efeitos no perfil lipídico.
Óleo de coco: benefícios e alertas 
Óleo de coco pode ser utilizado na culinária, mas sem excessos;
Não o use como cápsulas de suplementação na dieta, pois ele não apresenta correlação com a redução da circunferência abdominal ou redução de peso;
A indicação do consumo de gordura saturada deve alcançar somente 7% do total de gordura da dieta;
- Não há estudos suficientes que evidenciem o uso do óleo de coco para tratamento da obesidade;
O óleo de coco é um tipo de gordura e se for consumido em excesso pode levar ao ganho de peso;
A recomendação do uso para reduzir peso são 3 colheres (sopa)/dia, isso representa um valor calórico bem elevado para os que desejam reduzir peso”, expõe a nutricionista Patrícia.
Não caia em ciladas de produtos falso-milagrosos 
Avalie o produto, sua finalidade e forma de uso. Não há produtos milagrosos que ajudam a emagrecer, curar diabetes ou outros quadros clínicos. “Cada pessoa possui sua história que o fez ganhar peso. Por isso, se você busca redução de peso tenha em mente que você precisa começar a mudança pelos hábitos alimentares, com o complemento de atividade física. Reconheça que todas essas mudanças no estilo de vida são progressivas e acontecem aos poucos”, orienta Patricia Cruz.

Mais sobre Patrícia Cruz: Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Patrícia Cruz, faz parte do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Ela é especialista sobre nutrição e transtornos alimentares, adulto e infantil, atua como Personal Diet e é palestrante em cursos de pós-graduação.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Festa Junina - Saiba quais pratos típicos você pode consumir sem prejudicar a saúde

As tentações e o dilema de como desfrutar a variedade de alimentos das Festas Juninas sem prejudicar uma dieta equilibrada é a preocupação de grande parte das pessoas. 
As opções mais calóricas são as que possuem maior quantidade de açúcar e gordura. “Podemos incluir o amendoim, paçoca, doce de abóbora e cachorro quente como os mais calóricos. Os menos calóricos são a pipoca e o milho, desde que consumidos sem manteiga”, diz Cintya Bassi. Se a festa for em casa, existem formas de diminuir as calorias. “Há receitas disponíveis que substituem o açúcar por adoçante, como paçoca, doce de abóbora e bolos, tornando os alimentos menos calóricos”, explica a nutricionista do São Cristóvão.
Já as bebidas precisam ser consumidas com cautela. De acordo com a profissional, o vinho quente – o mais calórico – possui cerca de 200 calorias na porção; o quentão apresenta entre 100 e 130 calorias dependendo da receita; e o suco de uva aproximadamente 140 calorias.
Amendoim - A principal característica do amendoim é ser fonte de ácidos graxos monoinsaturados, gorduras boas que contribuem para reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL), além de diminuir a oxidação celular. Também há fibras que auxiliam o funcionamento intestinal e prolongam a sensação de saciedade. Contém ainda outros nutrientes como ferro, fósforo e potássio. No entanto, é um alimento de alta densidade calórica, contendo cerca de 550 calorias na porção de 100 g, e, muitas vezes, é torrado com sal, devendo ser consumido com moderação.
Paçoca  A paçoca é basicamente a mistura entre amendoim e açúcar, por isso não devem fazer parte de uma dieta habitual. Porém, atualmente, já encontramos versões light que oferecem, além do sabor, mais saúde ao organismo.
Pipoca – A pipoca preparada em casa é um alimento benéfico, porque contém boa quantidade de fibras e ainda um pouco de vitamina A. Contudo, devemos evitar acrescentar temperos industrializados ou gorduras (margarina) na preparação, para não tornar o alimento prejudicial. O mesmo vale para a pipoca de micro-ondas que contém quantidades significativas de gordura.
Doce de abóboraA abóbora é um vegetal muito rico em nutrientes. Estudos indicam que o consumo dessa fruta está associado à redução de alguns tipos de câncer e problemas cardiovasculares, além de conferir proteção à visão, devido a quantidade de vitamina A. O que ocorre com o doce de abóbora é o mesmo que acontece com a paçoca: acrescenta-se açúcar, o que potencializa o depósito de gordura nas células.
Quentão A bebida típica possui boas propriedades, como o gengibre, que entre outras coisas fortalece o sistema imunológico. Porém, o álcool e o açúcar também estão presentes na preparação. Se possível, opte pela versão sem álcool, o que diminui a oferta calórica, mas ainda assim deve ser consumido com moderação.
Cachorro quente Mais um alimento que deve ser evitado ou consumido com moderação, pois seu ingrediente principal, a salsicha, é uma fonte importante de gordura saturada, que estimula o aumento de colesterol LDL e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, possui alta concentração de sódio, corantes e conservantes.
Milho  É um cereal rico em carboidratos e outros nutrientes, como vitamina B1 e B2, vitamina E e fibras. Também apresenta dois importantes antioxidantes que contribuem para a saúde da visão: zeaxantina e luteína. O alimento in natura é saudável, porém devemos evitar acrescentar sal e margarina ou manteiga.
Pipoca doce – A pipoca, como vimos, é um bom alimento, porém a versão doce é acrescida de açúcar, alimento que deve ser evitado.
Bolo de milho O bolo de milho é mais um alimento que pode ser consumido, porém com moderação, já que possui açúcar e gordura. Além disso, o melhor é preparar o bolo com o alimento in natura.
Pé de moleque – Mesmo caso da paçoca, o amendoim é um alimento nutritivo embora calórico, porém o pé de moleque é muito rico em açúcar. Por isso, deve ser evitado ou consumido com moderação.
Maçã do amor – A melhor opção é sempre consumir a fruta in natura, que é rica em pectina, fibra que auxilia na redução de colesterol. No entanto, a maçã do amor é mergulhada entre outras coisas no açúcar, por isso deve ser consumida com moderação.
Bolo de fubá – O bolo de fubá possui baixo valor nutricional, portanto também deve ser consumido com moderação.

Receita de Canjica Light
Ingredientes:
250 g de milho para canjica;
¾ xícara (chá) de leite em pó desnatado;
2 xícaras (chá) de leite desnatado;
½ xícara (chá) de adoçante granular;
½ vidro de leite de coco light;
½ colher (sopa) de margarina light;
2 canelas em pau;
2 cravos da índia.
Preparo:
Numa tigela, coloque os grãos da canjica e cubra com água, deixando de molho por no mínimo 12 horas. Após, escorra a água e transfira para uma panela de pressão. Cubra com mais água, feche a panela e leve ao fogo alto para cozinhar. Depois de a panela começar a apitar, deixe em fogo baixo por mais 30 minutos. Desligue o fogo e deixe a panela esfriar, para então abri-la e verificar se a canjica está macia. Se estiver, retire-a da panela e escorra a água. Em outra panela, junte o leite desnatado, o leite em pó, o adoçante, o leite de coco, a canela e o cravo, misturando bem. Acrescente os grãos da canjica e mexa mais. Após, adicione a margarina e leve ao fogo em temperatura média, por cerca de 10 minutos, mexendo sempre. Retire do fogo e transfira para um recipiente. Pode ser servida quente ou gelada.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Dia Mundial do Skate: 21 de Junho

Foto: zflex.com
Cada vez mais em destaque, a modalidade se desenvolve de forma acelerada no país

A prática do skate cresce ano após ano no Brasil e no mundo, ganhando novos seguidores, adeptos e admiradores. Segundo pesquisa do Datafolha, realizada em 2015, existe atualmente 8,5 milhões de praticantes no país, o que faz do Brasil a segunda maior indústria mundial de produtos relacionados ao esporte, entre acessórios, vestuário e o próprio skate. O faturamento deste mercado é estimado em R$ 940 milhões por ano, perdendo apenas para os Estados Unidos (US$ 4,5 bilhões por ano).

O esporte, que nasceu nas ruas, ganhou força no Brasil na década de 80 com o surgimento de diversas marcas nacionais, criadas pelos próprios skatistas ou simpatizantes. Diferente dos dias atuais, os lançamentos internacionais demoravam meses para chegar no mercado brasileiro. Este foi um importante fator para o desenvolvimento e sucesso dos fabricantes locais.

Outro ponto que colabora para o crescimento constante e gradativo do setor é que o skate é considerado mais do que um simples esporte para seus praticantes e admiradores. “Diferente de outras modalidades, o skate não se baseia apenas em competições. Ser skatista é um estilo de vida e quem vive neste cenário não deixa de consumir produtos, mesmo em tempos de crise. O que pode acontecer é o consumidor escolher opções mais baratas em um momento mais crítico”, comenta Rafael Narciso, co-fundador da marca de calçados ÖUS.

O skate já quebrou muitas barreiras de preconceito e evoluiu bastante nos últimos anos. Mas, somente no final de 2016, veio a grande novidade, que pode mudar a história de atletas brasileiros. É que, a partir de 2020, o skate torna-se olímpico, com participação confirmada na edição de Tóquio, no Japão. Segundo a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), existe hoje no país 800 skatistas profissionais, e alguns nomes já estão cotados para o pódio na próxima olimpíada, em que as modalidades serão street e park – o esporte possui dez ao todo. Especialistas da área acreditam que, após a participação nos jogos olímpicos, o skate será mais respeitado e ganhará visibilidade e apoio, principalmente de instituições oficiais, colaborando com o crescimento profissional de atletas e amadores.

Tendências de comportamento, produtos e skates podem ser encontradas na Urb Trade Show, que acontece nos dias 22 e 23 de setembro, no São Paulo Expo, em São Paulo. Credencie-se para o evento e tenha acesso a conteúdos exclusivos e de relevância para o setor.

Artigo realizado por: Comunicação Urb Trade Show 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Escola estimula alimentação saudável entre seus alunos























Cardápio da instituição garante refeição balanceada visando saúde, energia e nutrição adequada para o desenvolvimento das crianças; Açúcar refinado foi reduzido para o preparo dos lanches das turmas da Educação Infantil

Em vez de frituras, refrigerantes e os salgadinhos, entram o pão integral, legumes, grãos e frutas. Pensando cada vez mais na qualidade de alimentos que os estudantes comem nos intervalos das aulas e propondo hábitos mais saudáveis, a Escola Internacional de Alphaville, escola brasileira de educação internacional localizada em Barueri (Grande São Paulo), oferece uma alimentação equilibrada aos seus alunos no refeitório da Instituição. Os cardápios elaborados são diferenciados de acordo com a faixa etária e com alimentos de cores e texturas diferentes, sempre com especial atenção a uma refeição saudável, atraente, rica em fibras e prevenindo a obesidade.

É uma das premissas da escola para cuidar do bem-estar do aluno, despertando não apenas o prazer de se alimentar, mas a consciência dos benefícios que uma boa alimentação oferece. “O estudante precisa ter consciência que alimentos mais nutritivos devem fazer parte de sua refeição diária para suprir as necessidades nutricionais e principalmente, formar bons hábitos alimentares”, diz Regina Iervolino, nutricionista da Escola Internacional de Alphaville.

Quase todo o açúcar refinado foi retirado no preparo dos lanches e dos alimentos dos alunos do Kids (Educação Infantil - alunos de 1 a 5 anos). Os bolos são preparados com farinha integral e adoçados com o açúcar da própria fruta. “As geléias de frutas também são 100% fruta sem açúcar, além de flocos de cereais e granola sem adição de açúcar, pois é nesse período que se formam os bons hábitos alimentares e que acompanharão as crianças para o resto da vida”, explica a nutricionista. Ela também dá aulas de nutrição para as turmas do Juniors (Ensino Fundamental I). “Ressalto que o prato deles deve ter pelo menos cinco cores diferentes entre vegetais e legumes, o que aumenta as vitaminas e enriquece a alimentação, tornando a refeição mais saudável e nutritiva”.

As frutas acompanham o cardápio da Escola diariamente e somente uma vez na semana há um doce como sobremesa. As sementes de linhaça também não faltam, que são fontes de ômega 3, ácido graxo, essencial, que auxilia na redução e controle de colesterol, triglicérides e hipertensão arterial. Para a preparação dos alimentos, é utilizado o forno combinado que preserva os nutrientes propiciando uma alimentação segura e saudável. 

A escola serve em média 1000 refeições e 1400 lanches por dia, além de serviços de desjejum de funcionários, café, coffee break e eventos. A cozinha tem uma equipe de 21 funcionários e os cardápios são planejados e balanceados pela nutricionista, visando saúde, energia e nutrição adequada ao desenvolvimento das crianças. Todas as refeições são preparadas na cozinha da escola, que possui um restaurante próprio com equipamentos industriais adequados e necessários.

Várias estratégias são utilizadas pela nutricionista para a alimentação dos alunos, tais como:

- Substituição de alimentos gordurosos para os de baixo teor de gorduras;
- Utilização de condimentos e ervas naturais na preparação dos alimentos; 
- Restrição na ingestão de sódio, reduzindo quantidade de sal usado no preparo dos alimentos; 
- Técnicas de cocção saudáveis como assados, cozidos ou grelhados; 
- Estimular diariamente o consumo de hortaliças, legumes e grãos integrais e os alimentos com eles elaborados (pães integrais, cereais).

Todas as mercadorias no recebimento são registradas em fichas de rastreabilidade e observadas as condições de transporte de alimentos e entregadores, rotulagem e embalagem, temperaturas, avaliação sensorial e teste para pescados, além de um rígido controle nas validades. “Faz parte de minha rotina como nutricionista e gerente do restaurante da Escola Internacional de Alphaville acompanhar desde o recebimento de alimentos até o produto final da refeição elaborada na escola”, pondera.

Na unidade, a nutricionista administra treinamentos aos funcionários e as normas de segurança alimentar estão de acordo com os procedimentos operacionais padronizados. O restaurante recebe auditorias de verificação nos procedimentos de controle de amostras e controle de temperatura de alimentos e equipamentos, controles de validade, higiene e saúde dos manipuladores dos alimentos e controle da potabilidade da água.

A Escola Internacional também tem uma lanchonete ao lado do refeitório, que vende salgados integrais, barras de cereal e pão de chocolate, em que cada turma tem um dia na semana para comprar algo por lá. A quantidade que a criança compra – sempre uma coisa para beber e uma coisa para comer – também é supervisionada por Regina e sua equipe de funcionários qualificados e treinados.





terça-feira, 6 de junho de 2017

Mantenha o peso no inverno


A maioria das pessoas relatam que durante as estações mais frias do ano o apetite aumenta e a circunferência abdominal também. Estudos comprovam que em dias mais frios as pessoas costumam sim comer mais. Como consequência tem-se o ganho de peso (de 0,5 kg a até 1 kg). Parece pouco? Mas, Dra. Paula Pires endocrinologista da Clinica Essenza explica que o fato é uma das hipóteses para ganho de peso progressivo e significativo (a cada inverno a pessoa ganha 1 kg, ou seja, 10 kg após 10 anos) a maioria das pessoas com 50 anos estão de 10 a 15 kg acima do peso comparado a quando eram mais jovens.
Cientistas descobriram que durante o inverno o consumo de caloria aumenta em média 200 kcal, o que equivale a dois pãezinhos franceses a mais por dia. As teorias sobre o motivo desse aumento do apetite ainda são controversas. Controlar a fome muitas vezes não é tarefa simples, então  Paula Pires elencou dicas eficientes que podem ajudar. 

1-    Não precisa radicalizar e se privar totalmente das comidas que você ama, basta planejar. Entre as refeições tente comer algum petisco rico em fibra e em proteína (fatia de queijo branco com uma fatia de pão integral). Petiscos saudáveis entre as refeições ajudam o corpo a manter-se aquecido;

2-     Se a compulsão for por carboidratos, à dica é tentar colocar sempre uma proteína “junto”- vai melhorar a saciedade. Ao invés de comer grande quantidade de macarronada com queijo amarelo, coma metade com um pedaço de frango ou carne magra mais salada de abobrinha quente (acompanhamento). 

3-    Não deixe de praticar atividade física no inverno! Os exercícios são importantes não somente para queimar calorias, mas também para manter o nível de serotonina adequado nesta época do ano.

4-     Procure exposição solar sempre que possível, pois 15 minutos de sol na região do antebraço por dia já são suficientes para manter um nível adequado de vitamina D e serotonina.

5-    Não faça “estoque” de alimentos gordurosos em casa durante essa estação. “É muita tentação, então, tente não deixar muitos doces a vista.” Completa a endocrinologista.
Para finalizar redobre a atenção aos hábitos nessa época do ano.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Novas descobertas sobre a vitamina D

Novas descobertas sobre a vitamina D demonstram benefícios no ganho de massa muscular
Erroneamente chamado de vitamina, estudos recentes revelaram ser um hormônio responsável por inúmeras funções no organismo, citando como exemplo a recuperação muscular
 A Vitamina D é um pró-hormônio produzido pelo organismo após exposição ao sol, a partir da ação do raio ultravioleta B na pele. Erroneamente chamado de vitamina, o hormônio apresentou em recentes estudos a capacidade de auxiliar a síntese muscular e a recuperação após o exercício físico.
Conforme recomendação do Consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, os valores considerados adequados são acima de 30 ng/ml, mas o mais alarmante é que se estima que 88,1% da população a nível mundial tenham deficiência de vitamina D. Levando-se em conta o país e a origem, sua suplementação se faz necessária na maioria dos indivíduos que não tenham exposição solar adequada, entre 10 a 15 minutos diários.
Além da forma endógena (que se origina do próprio organismo), o ser humano pode adquirir vitamina D de forma exógena, alimentando-se de cereais fortificados, pães, leite, peixe, carne, ovos e suplementos alimentares.
“Sentir-se melhor no dia seguinte aos treinos permitirá uma maior dedicação e, consequentemente, melhores resultados”, explica o nutrólogo Sandro Ferraz. O pró-hormônio também melhora a capacidade aeróbica do indivíduo, aumentando a capacidade de correr, andar de bicicleta e nadar, por exemplo.
“Vários estudos demonstraram que o uso da vitamina D está relacionado ao aumento da capacidade aeróbica, pois influencia indiretamente o VO2 máximo, que é o aumento máximo de oxigênio que o corpo consegue retirar do ar que está dentro dos pulmões, levando até os tecidos para a produção de energia”, revela.
Além disso, recentemente, várias revisões e meta-análises demonstraram que existe uma associação positiva entre a concentração sérica da forma ativa de vitamina D e o aumento da massa muscular após um programa de exercícios. A vitamina D3 ou calcitriol também foi relacionada com o aumento da força e potência muscular.
Outro novo estudo apresentado demonstrou, em 2299 idosos, que os níveis de vitamina D se correlacionam com os níveis de testosterona nos homens. “Os indivíduos com níveis mais baixos de vitamina D apresentavam também níveis baixos de testosterona, um hormônio importante nas adaptações musculares ao exercício físico”, diz Ferraz.
Ainda de acordo com o nutrólogo, é importante salientar que mesmo diante de tantas vantagens, a vitamina D não é isenta de riscos. Toda e qualquer intenção de suplementação deve ser devidamente acompanhada por um médico especialista, com análises não só para monitorizar os níveis séricos de vitamina D, como de outros parâmetros, incluindo a vitamina K, outra importante vitamina responsável pelo metabolismo ósseo cuja deficiência pode originar deposição de cálcio nas artérias e progressão precoce para aterosclerose, eventos coronários e acidentes vasculares cerebrais.
  
Dr. Sandro Ferraz
Formado pela UNIG-RJ, Dr. Sandro Ferraz é pós-graduado em Nutrologia pelo Grupo Educacional FACINEPE, atuando nas áreas de emagrecimento e longevidade. Adepto de um estilo de vida saudável, acredita que para se ter qualidade vida é preciso unir alguns pilares: atividade física, suplementação, nutrição funcional, equilíbrio hormonal e controle do estresse.