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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mitos e verdades sobre o óleo de coco

Óleo de coco é tido por muitos como algo milagroso, mas a ciência mostra que ele não é tão favorável quanto parece
O mundo dos produtos naturais nunca está livre de modismos. O óleo de coco também não escapou desse mérito milagroso e tornou-se a solução para variados itens, entre eles estão: a prevenção de doenças cardiovasculares, bom para o cabelo, para a higiene e ainda auxilia no emagrecimento.  Porém, a nutricionista comportamental, Patrícia Cruz, alerta que óleo não deve ser visto como algo milagroso. “Ele é fonte de gordura saturada e apresenta forte correlação com a elevação do colesterol. Dessa forma, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de processos inflamatórios que elevam os riscos de doenças crônicas não transmissíveis”, explica a especialista.
O óleo de coco é extraído a frio da massa de coco e classificado como gordura saturada. Sendo assim, é composto por ácidos graxos (ácido láurico) que apresentam menos efeitos no perfil lipídico.
Óleo de coco: benefícios e alertas 
Óleo de coco pode ser utilizado na culinária, mas sem excessos;
Não o use como cápsulas de suplementação na dieta, pois ele não apresenta correlação com a redução da circunferência abdominal ou redução de peso;
A indicação do consumo de gordura saturada deve alcançar somente 7% do total de gordura da dieta;
- Não há estudos suficientes que evidenciem o uso do óleo de coco para tratamento da obesidade;
O óleo de coco é um tipo de gordura e se for consumido em excesso pode levar ao ganho de peso;
A recomendação do uso para reduzir peso são 3 colheres (sopa)/dia, isso representa um valor calórico bem elevado para os que desejam reduzir peso”, expõe a nutricionista Patrícia.
Não caia em ciladas de produtos falso-milagrosos 
Avalie o produto, sua finalidade e forma de uso. Não há produtos milagrosos que ajudam a emagrecer, curar diabetes ou outros quadros clínicos. “Cada pessoa possui sua história que o fez ganhar peso. Por isso, se você busca redução de peso tenha em mente que você precisa começar a mudança pelos hábitos alimentares, com o complemento de atividade física. Reconheça que todas essas mudanças no estilo de vida são progressivas e acontecem aos poucos”, orienta Patricia Cruz.

Mais sobre Patrícia Cruz: Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Patrícia Cruz, faz parte do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Ela é especialista sobre nutrição e transtornos alimentares, adulto e infantil, atua como Personal Diet e é palestrante em cursos de pós-graduação.

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