Meias esportivas de compressão

Será que todo mundo pode usar as meias esportivas de compressão? Angiologista e cirurgiã vascular do corpo clínico do Hospital Albert Einstein esclarece a indicação das estilosas meias que podem trazer grandes benefícios para atletas — profissionais e amadores

 Verdes, roxas, rosas, azuis. Elas são coloridas e dão um toque "fashion" aos atletas, mas possuem uma lista funcional de inúmeros benefícios: "A meia elástica esportiva tem compressão graduada que pode variar de 15-23 mmHg até 20-30 mmHg dependendo do fabricante e é capaz de: melhorar o retorno venoso, manter a musculatura aquecida, reduzir a fadiga muscular, acelerar a recuperação, diminuir a incidência de câimbras e dores na panturrilha, além oferecer efeito benéfico durante o exercício — o que pode melhorar a performance", explica a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. "Inicialmente com uso somente de atletas de alta performance, com objetivo de melhorar tempo e ter recuperação mais rápida da musculatura, gradualmente foi tomando conta das academias com excelente recomendação também para atletas amadores e de fim de semana", completa a médica. Pacientes com insuficiência venosa (problemas de varizes) e que durante o exercício sentem cansaço, inchaço e fadiga nas pernas também se beneficiam.

Efeito imediato — Segundo a angiologista, à medida que oferece maior conforto no momento da atividade física, a meia esportiva pode colaborar para um melhor rendimento. "Muitos maratonistas procuram esse meia justamente para melhorar o tempo nas corridas, mesmo que em questão de segundos. Principalmente em esportes de alta performance, o paciente aguenta mais a corrida e tem resultado melhor", explica. "Então, pacientes que realmente exigem mais do exercício, procurando melhorar tempo e resistência, acabam tendo bons resultados, já que a meia proporciona uma melhora significativa do conforto das pernas durante a atividade física."

Ação pós-atividade — A médica explica que, por conta da melhora do retorno venoso, com aumento do fluxo sanguíneo na região das pernas, existe uma diminuição nos biomarcadores musculares durante e após a atividade física. "O uso da meia diminui os produtos de degradação, os ácidos lático e pirúvico, que estão ligados àquela dor muscular do dia seguinte (ou 48 horas depois) de uma corrida, por exemplo. No caso da meia, acelerando a circulação, ela diminui a concentração desses ácidos", explica. "A recuperação no dia seguinte é muito melhor, porque terá menos ácido para o corpo ‘limpar’".

Cuidados — Apesar dos multibenefícios, a médica alerta que é importante sempre ficar atento às especificações da meia, tirar medidas adequadas para que a meia tenha um ajuste perfeito nas pernas. "Uma meia compressiva colocada de forma errada ou do tamanho errado pode garrotear a perna e piorar a circulação; sendo assim é importante uma visita a um Cirurgião Vascular ou especialista em Medicina Esportiva antes de comprar sua tão desejada meia", conta. Quanto às contraindicações, a médica comenta que pacientes com problemas arteriais devem primeiro consultar um médico: "Esses pacientes não toleram meia de compressão, porque nesse caso há uma piora da situação arterial e isso vai descompensar a doença", finaliza a médica.

FONTE: Cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.

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