Problemas dentais mais comuns depois dos 50 anos



Nunca as pessoas cuidaram tanto do sorriso como hoje em dia. Não só no que se refere a investir em tratamentos odontológicos, como na preservação dos dentes naturais por mais tempo. Há 30 anos, era muito comum um adulto jovem recorrer à prótese móvel (dentadura) depois de perder alguns dentes. Hoje isso acontece com cada vez menos frequência, principalmente longe das grandes cidades.  Mas manter os dentes naturais requer cuidados permanentes. Por isso, é importante estar bem informado sobre os problemas mais comuns que podem afetar a saúde bucal. 
De acordo com Kátia Izola, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), a cárie é muito comum, mesmo para quem já passou dos 50 anos. “Claro que pode surgir cárie na superfície de um dente que nunca deu problema anteriormente. Mas é muito comum surgirem lesões de cárie em torno de velhas restaurações e até mesmo na raiz do dente – que, com o passar do tempo, vai ficando mais macia e, inclusive, mais exposta. Por isso, além de consultar um cirurgião-dentista com regularidade, é importante incluir mais flúor na rotina – quer seja na água, no creme dental ou em forma de gel e enxaguatórios. Trata-se de uma medida preventiva muito importante”. 
Boca seca é outro problema recorrente do envelhecimento. De acordo com a especialista, a saliva tem o poder de nos proteger contra cárie, por conta da presença de cálcio, fosfato e outros componentes. Com o passar do tempo, entretanto, o volume diário de produção salivar vai diminuindo gradativamente até que na terceira idade a pessoa tem metade da saliva de um jovem. 

“Quem não produz saliva o suficiente está em risco no que se refere à saúde bucal. Os sinais e sintomas de boca seca (xerostomia) variam de intensidade de uma pessoa para outra. As queixas mais comuns incluem sensação de ressecamento na boca, língua áspera, ardente e esbranquiçada, além de sede frequente. Vale ressaltar que essa condição pode contribuir para a halitose, ou mau hálito”. 
A solução para boca seca está relacionada à estimulação da produção salivar. Katia Izola recomenda ingerir muita água durante o dia, fazer bochechos entre as refeições, mascar gomas à base de xilitol (que não provoca cárie) para estimular a salivação, parar de fumar, incluir alimentos com alto teor de água durante as refeições e, inclusive, recorrer a medicamentos prescritos pelo cirurgião-dentista em casos especiais. 
Na opinião da especialista, a gengivite também incomoda muita gente ainda – sendo que poucos recorrem na hora certa ao cirurgião-dentista para tratar inflamações. O ideal é buscar ajuda especializada sempre que inchaço, vermelhidão e sangramento persistirem por mais de dez dias. “Uma gengiva infectada cria uma espécie de bolso entre ela e os dentes, facilitando com que essa região seja infectada. Caso não seja tratado a tempo, o problema pode resultar inclusive na perda do dente. Novamente, a melhor prevenção para casos de gengivite é melhorar a higienização bucal, fazendo uso de uma escova com cerdas macias e fio dental sempre. Visitas regulares ao cirurgião-dentista também contribuem para evitar a doença periodontal”. 
câncer de boca é, na opinião de Kátia Izola, a doença bucal mais grave que pode acometer quem já passou dos 50 anos. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), estão previstos mais de 15 mil novos casos da doença até o final de 2016 – acometendo mais homens do que mulheres, na proporção 3:1. Trata-se de um tipo de câncer que afeta lábios e interior da cavidade oral. “O principal sintoma do câncer de boca é o aparecimento de feridas que não cicatrizam dentro de uma semana. Manchas brancas, vermelhas ou pretas, além de sangramento e dificuldade para engolir alimentos também são sinais relevantes. Por isso, é importante sempre contar com um profissional da Odontologia para observar a gengiva, a mucosa das bochechas, o céu da boca, a língua e o assoalho – que é a região abaixo da língua. Afinal, esse tipo de câncer tem um prognóstico mais favorável quando diagnosticado bem no início”. 

Fonte: Dra. Kátia Izola, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) – www.apcd.org.br / www.eap.org.br


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