Dia Internacional do Café: os benefícios da cafeína para a saúde



                                                           Por Clodoaldo Iglezia

Seu sabor e aroma são inconfundíveis. O café é parte da rotina da maioria dos brasileiros e está presente desde o café da manhã com a família até às reuniões de negócios e no encontro entre amigos. A bebida que conquistou o Brasil e o mundo ganhou tanta relevância que o dia 14 de abril foi batizado em sua homenagem, como o Dia Internacional do Café.

Porém, mesmo seus grandes apreciadores, às vezes, se pegam refletindo sobre quais os principais efeitos da cafeína no organismo. Se você faz parte desse grupo, não tem com o que se preocupar. Inúmeros estudos comprovam que o café pode ser considerado um grande aliado da saúde.

Algumas características já são amplamente conhecidas, como sua ação antioxidante, ação anti-inflamatória e sua capacidade estimulante do sistema nervoso central, responsável pelo aumento do desempenho e energia cerebral. Mas, seus efeitos positivos não param por aí, conheça alguns benefícios da cafeína que poucas pessoas conhecem:

Melhoria na memória: Ao contribuir para manter o indivíduo alerta, o café favorece a associação de ideias e acelera reações a estímulos sensoriais. Um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins e publicado pela revista americana Nature Neuroscience, testou a memória de 160 pessoas, que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente, durante 24 horas. Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor nos testes do que as que ingeriram placebos. Além disso, entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens “semelhantes” era maior do que os que responderam erroneamente que eram as mesmas imagens.

Proteção ao fígado: O café contribui positivamente para a prevenção de doenças hepáticas. O consumo diário pode prevenir o desenvolvimento da forma mais comum de câncer no fígado, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Califórnia. O estudo, que analisou o consumo de café e estilo de vida de cerca de 180 mil voluntários durante 18 anos, observou que quem bebia três xícaras por dia tinha uma chance 29% menor de ter este câncer em comparação com as pessoas que bebiam menos de seis xícaras por semana. Os voluntários que tomavam mais de quatro xícaras por dia apresentaram um risco 42% menor.

Redução no risco de suicídio e depressão: Já em Havard, estudos associam o consumo do café com a redução de cerca de 50% do risco de suicídio entre homens e mulheres. Isso acontece porque a bebida age como um antidepressivo ao aumentar a produção de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina. Esta premissa também explica as menores taxas de depressão encontradas entre os apreciadores do café, principalmente entre as mulheres, que possuem um índice de manifestação da doença 20% menor do que as que não ingerem a bebida.
Deixando de lado as reações físicas provocadas pelo café, há outro efeito que me chama muito a atenção. Gosto dos resultados psicológicos desta bebida, do prazer que ela provoca e do convívio social que ela proporciona. O maior destaque para a sensação de bem estar se dá ao fato de que o hábito de beber café quase sempre é marcado por encontros sociais. O que me leva a crer que presença de pessoas queridas e boas companhias são associadas aos prazeres físicos dessa bebida que já se tornou sinônimos de momentos agradáveis.

Clodoaldo Iglezia é degustador de café e diretor industrial da Baggio Café

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