SP mobiliza 4,5 milhões de alunos para incentivar atividade física nesta 6ª

Agita Galera acontecerá em mais de 5 mil escolas estaduais

As Secretarias de Estado da Saúde e da Educação, em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), promovem nesta sexta-feira, 26 de agosto, o Agita Galera, dia com programação especial de incentivo à atividade física que pretende mobilizar cerca de 4,5 milhões de alunos de 5,3 mil escolas estaduais.
O objetivo da ação é estimular a prática de exercícios físicos e do esporte entre crianças e adolescentes, com orientação para acúmulo diário de pelo menos 60 minutos de atividades físicas.       
Durante o dia haverá em todas as escolas estaduais uma programação especial, composta de jogos, brincadeiras, caminhadas, macroginástica, alongamentos e outras atividades, envolvendo toda a comunidade escolar.
“Nos dias atuais é frequente vermos crianças e adolescentes envolvidas com atividades sedentárias, como assistir televisão e ficar muito tempo em frente ao computador, o que possibilita o surgimento precoce de doenças crônicas, a exemplo de hipertensão, hipercolesterolemia e obesidade”, afirma Timoteo Araújo, presidente do Celafiscs.
O Agita Galera é uma ação do programa Agita São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde e da Educação, considerado referência pela OMS (Organização Mundial de Saúde), e tem como objetivo inserir o tema atividade física no meio escolar.
Na capital, a abertura do Agita Galera será na Escola Estadual Professor Roldão Lopes de Barros, localizada na Rua Colônia da Glória, 580 – Vila Mariana.
Levantamento
Estudo das secretarias de Estado da Saúde e da Educação aponta, pela primeira vez, que os alunos do ensino médio estão, em média, 20% mais ativos que estudantes do ensino fundamental.
A tendência sempre foi o inverso. Quanto mais velha a pessoa fica, menos pratica exercício físico. Essa mudança de comportamento acende um alerta. Indica que, a cada geração, o problema da falta de atividade física se agrava.
“A hipótese principal é que as crianças têm exposição maior a computador, videogame e televisão. Hoje, as crianças são hábeis com a tecnologia. Porém o custo disto é que não se exercitam adequadamente,” explica Victor Matsudo, coordenador do Agita São Paulo. “Uma das consequências é a obesidade infantil”, alerta.
O levantamento foi feito com 2,5 mil escolares da 5º e 9ª anos do ensino fundamental (ciclo II) e do 3º ano do ensino médio, em uma amostra representativa para o estado de São Paulo. Os jovens responderam a um questionário onde apontavam quanto gastavam de tempo com cada atividade.
Quanto mais tempo a criança fica sentada, maior é o seu peso corporal e índice de massa corpórea e maior é o nível de colesterol ruim e triglicérides. Em contrapartida, menor é o nível de colesterol bom e menor é o nível de potência aeróbica (capacidade do organismo em transportar oxigênio).

        


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