Cada vez mais paulistanos descobrem ter hepatite

Levantamento em centro de referência estadual aponta que doença atinge principalmente homens com idades entre 20 e 49 anos

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde no Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids, órgão da pasta, aponta que, em cinco anos, houve aumento de  56,9% no número de casos de hepatites identificados pelo serviço.
Em 2004, quando o Ambulatório de Hepatites do CRT-DST/Aids iniciou suas atividades, foram identificados de 388 casos da doença. Em 2009 (último dado consolidado disponível), o número pulou para 609. Durante esse período, houve 4.164 casos de hepatites virais, dos quais 68,5% em homens.
O crescimento das notificações levou o serviço a traçar um perfil dos atendidos. Entre os pacientes do sexo masculino, 51,8% eram portadores do tipo C e 33,1% haviam contraído o tipo B da doença. Já entre as mulheres, 69,8% foram infectadas com o tipo C e 18,1% com o tipo B.
Do total de pacientes, 73,6% têm entre 20 e 49 anos de idade. Com relação aos estudos, 45,7% completaram têm entre 8 e 11 anos de escolaridade e 20,7% estudaram por 12 anos ou mais.
"O levantamento dos casos de hepatites virais possibilitou conhecer melhor o perfil dos nossos usuários e traçar estratégias específicas para essa população, a fim de atender cada vez melhor nossos pacientes", afirma a diretora do CRT-DST/Aids, Maria Clara Gianna.
A hepatite B é transmitida principalmente por meio do sangue. Os usuários de drogas injetáveis estão entre as maiores vítimas. O vírus também pode ser também passado pelo contato sexual e durante o nascimento (transmissão entre mãe e feto).
A hepatite C é transmitida por meio do sangue, raramente a infecção pode ocorrer por conta do ato sexual ou durante o nascimento. Ambos os vírus podem evoluir para um quadro crônico, a exemplo da cirrose ou do câncer de fígado.
Segundo Maria Clara Gianna, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que cerca de 3% da população mundial estejam infectadas com o vírus da hepatite C, sendo 170 milhões de pessoas são portadoras da forma crônica da doença.
O Ambulatório de Hepatites Virais oferece assistência integral, por meio de equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e psiquiatra.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas para uma ceia de Natal mais saudável

Qual a melhor forma de substituir o açúcar na dieta