Osteoporose Juvenil atinge indivíduos cada vez mais cedo


Leite pode influenciar positivamente na reversão deste quadro

A osteoporose juvenil atinge cada vez um número maior de crianças, adolescentes e jovens adultos, representando hoje cerca de 25% dos casos. De acordo com a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, a vida moderna, a má alimentação e a menor ingestão de fontes de cálcio estão provocando este fenômeno que fragiliza os ossos.. “Aproximadamente 99% do cálcio de nosso organismo encontra-se nos ossos. Então, é fundamental garantir um consumo de alimentos fonte deste nutriente para a manutenção da integridade do órgão”, afirma a nutricionista.

A principal fonte alimentar de cálcio é o leite, que apresenta esta substância na forma mais aproveitável para o organismo. Além do cálcio, o leite possui proteínas e outras substâncias como a vitamina D e fósforo também importantes para a formação da estrutura dos ossos. “Infelizmente, de acordo com os dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) mais recente no Brasil, os adolescentes brasileiros estão substituindo o consumo de leite e bebidas derivadas por outras, como os refrigerantes e refrescos, o que aponta para 52% de inadequação da ingestão de cálcio em relação aos valores de recomendação diária para jovens entre de 10 e 18 anos”, explica Cynthia.

Dados de pesquisas indicam que cada vez mais os brasileiros estão deixando de lado o consumo de leite. De acordo com a Pirâmide Alimentar para crianças e adolescentes da Sociedade Brasileira de Pediatria, o consumo adequado é de três  porções de alimentos lácteos ao dia. A ocorrência de fraturas ao longo da vida pode aumentar 60% quando a ingestão de leite é menor ou igual a uma porção por semana entre crianças e adolescentes, mostrando assim, a importância de consumo deste alimento nesta faixa etária, em que ocorre um acelerado processo de formação de tecido ósseo.


Dieta do brasileiro – a nova realidade
Não é raro se deparar com grupos de pessoas discutindo a questão da lactose, especialmente nas redes sociais.. Esta moda vem tomando grandes proporções e influenciando as escolhas alimentares dos brasileiros, mas Cynthia alerta que mesmo para aqueles indivíduos com intolerância à lactose (açúcar presente no leite) diagnosticada a partir dos sintomas de dores abdominais, inchaço, diarreia e flatulência, há a opção do leite sem lactose. “No entanto, quem é saudável pode e deve continuar a ingerir leite diariamente, que é uma rica fonte de proteínas, vitaminas e cálcio”, completa. 

A nutricionista também cita um outro motivo que pode contribuir para o menor consumo de leite. “Há uma teoria popular que diz que o ser humano é o único mamífero que consome leite na fase adulta e, que, por este motivo não consegue digerir ou absorver seus nutrientes de forma adequada. Não há qualquer prova científica crível sobre isso,” explica.

O consumo de leite é recomendado pelos principais órgãos de saúde e nutrição do mundo, como parte de uma alimentação saudável para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Em apenas 122 calorias presentes em um copo de 200 ml de leite integral, atinge-se 23% da recomendação diária de cálcio, 52% de vitamina D e 8% de magnésio – um trio infalível para prevenir a osteoporose. Vale ainda lembrar que nas opções semi ou desnatado estas substâncias também estão presentes nas mesmas quantidades.

Importância da origem do produto/embalagem
O leite de vaca chega do campo até a mesa com poucas transformações. Hoje em dia, com muita segurança devido às tecnologias aplicadas. Uma cadeia produtiva complexa e eficiente é responsável por disponibilizar este alimento com suas características próprias de aroma, textura, sabor e perfil nutricional balanceado até o consumidor final.

Este processo requer um cuidadoso processo industrial, que garante um produto final livre de microorganismos e seguro ao consumo já que a bebida é submetida a um aquecimento a altíssimas temperaturas seguido de um rápido resfriamento (ultrapasteurização ou UHT). Depois, ele é envasado em embalagens cartonadas multi camadas que separam seu conteúdo do meio externo protegendo-o da luz e calor.

REFERÊNCIAS
Campos LMA, Liphaus BL, Silva CAA,  Pereira RMR. Osteoporose na infância e adolescência. J Pediatr 2003;79(6):481-8.
Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia Pediátrica. Pirâmide Alimentar para Crianças e Adolescentes.
Rizoli R. Dairy products, yogurts, and bone health. Am J Clin Nutr 2014;99(suppl):1256S–62S.
Caroli A, Poli A, Riccota D, Banfi G, Cocchi D. Invited review: Dairy intake and bone health: A viewpoint from the state of the art. Journal of Dairy Science 2011;  94; 11: 5249 – 5262.
Kalkwark HJ, et al. Milk intake during childhood and adolescence, adult bone density, and osteoporotic fractures in US women. Am J Clin Nutr  2003;  77;  1 257-265.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Pesquisa de orçamentos familiares 2008- 2009: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 2011.

 







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