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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hipoglicemia noturna: A vilã do diabetes




Entenda porque o baixo nível de açúcar no sangue pode ser tão perigoso
       
   O quadro de hipoglicemia se caracteriza pelo baixo nível de açúcar (glicose) no sangue e é uma das principais complicações para quem sofre com o diabetes, doença que atinge 11,6 milhões de brasileiros adultos, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.

   A hipoglicemia pode acometer qualquer pessoa, porém os portadores de diabetes são mais vulneráveis por conta da disfunção na produção da insulina. “Para controlar esse sintoma, alguns hábitos podem ser revistos para que o paciente controle os níveis de açúcar no sangue e, assim, evite a hipoglicemia”, comenta Dra. Priscilla Mattar, endocrinologista e gerente médica da Novo Nordisk no Brasil. Entre eles, evitar o jejum, respeitando os horários corretos das refeições, não praticar atividades físicas sem ter se alimentado, seguir corretamente as doses de insulinas ou medicamentos orais e evitar consumo de álcool.

   “A hipoglicemia noturna é a vilã de quem tem diabetes. O quadro, que assusta pacientes e quem convive com eles, pode ser fatal caso a glicose não seja reposta imediatamente”, complementa a Dra. Priscilla. Para evitar o problema, além do controle dos níveis de açúcar no sangue, é possível contar com medicamentos. "A degludeca é uma insulina de ultralonga duração, que proporciona até 42 horas de cobertura¹, e reduz em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabetes tipo 1² e em 43% nos diabéticos tipo 2³”, completa.

   Além de mais tempo de ação, esse cuidado dá mais segurança para o paciente e para a pessoa que convive com ela. “Hoje muitas pessoas que têm diabetes não dormem fora de casa ou viajam sozinhas por receio caso tenham algum episódio de hipoglicemia grave durante a noite.  A redução dos episódios de hipoglicemia traz mais segurança e confiança ao paciente”, finaliza a médica.

   Por isso, importante ficar atento aos sinais de hipoglicemia, como sensação de tremores, fraqueza, fome, suor frio, nervosismo e/ou sonolência, confusão mental, agressividade ou desmaio. Seguindo todos esses cuidados e sinais de atenção, é possível conviver com a doença e ter o tratamento adequado.

Sobre o diabetes
O diabetes ocorre quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina ou a produz de forma insuficiente, ou ainda quando há alteração da ação desta insulina no organismo. Estas alterações na produção ou ação da insulina causam aumento da glicemia (açúcar no sangue). A insulina é essencial para o bom funcionamento do organismo, já que é um hormônio que age transportando a glicose do sangue (absorvida na alimentação) para dentro da célula, servindo como fonte de energia4.

Existem tipos diferentes de diabetes. São eles:

Tipo 1
Na maioria dos casos, trata-se de uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Este tipo é geralmente diagnosticado ainda na infância ou adolescência, mas pode surgir também em outras faixas etárias.
Tipo 2
É o mais comum e corresponde a 90% dos casos. Ocorre pela inexistência, insuficiência ou resistência à insulina (ação alterada da insulina). Cerca de 50% dos portadores de diabetes tipo 2 não sabem de sua condição, justamente pelos poucos sintomas que apresentam no início da doença.


1. Haahr, Hanne , Heise, Tim
Clinical Pharmacokinetics, 2014, Vol.53(9), pp.787-800
2. Heller S, et al. Insulin degludec, an ultra-long-acting basal insulin, versus insulin glargine in basal-bolus treatment with mealtime insulin aspart in type 1 diabetes (BEGIN Basal-Bolus Type 1): a phase 3, randomised, open-label, treat-to-target non-inferiority trial. Lancet. 2012;379:1489–97.
3. Rodbard HW, Cariou B, Zinman B, Handelsman Y, Philis-Tsimikas A, Skjøth TV, Rana A, Mathieu C; BEGIN Once Long Trial Investigators. Comparison of insulin degludec with insulin glargine in insulin-naive subjects with Type 2 diabetes: a 2-year randomized, treat-to-target trial.
Diabet Med. 2013 Nov;30(11):1298-304.
4. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2013-2014

3 comentários:

  1. Ainda continuo com hipoglicemia noturna com essa insulina, mesmo controlando todos os meu carboidratos. E gastando cerca de R$140,00 por cada caneta dessa por semana.

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    1. Talvez fosse o caso de levar a questão ao seu médico para a tomada de novos procedimentos.

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