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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A vez dos cosméticos multifuncionais



Dermatologista explica como agem os cosméticos multifuncionais e pontua os cuidados que se deve ter
  
   É cada vez mais difícil ter tempo para fazer um ritual de beleza completo. Limpeza, esfoliação, tonificação, creme de tratamento, protetor, maquiagem — ufa! Quanta coisa! Sabendo disso, as marcas investem cada vez mais em produtos multifuncionais, para ajudar nessas horas. "Na verdade, pode se chamar um produto multifuncional aquele que agrega ao tratamento mais do que uma função estabelecida visando proporcionar em uma única formulação: a correção, a prevenção, a melhora ou atenuação da imperfeição em questão", explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

  De acordo com ela, a fórmula deve reunir em uma aplicação, seja ela para o rosto, cabelos ou corpo, vários ativos compatíveis quimicamente com ações como efeito cosmético imediato, ação textualizadora, hidratante, difusora de luz e iluminação ou controladora da oleosidade excessiva e hidratante. "Muitos desses são acompanhados de proteção solar FPS, no caso dos produtos faciais, com tonalizante de cor em intensidades diferentes para cada fototipo em questão", reforça.


  A Dra. Claudia Marçal esclarece ainda que, na verdade, os ativos multifuncionais sempre tem uma primeira ação mais específica em um receptor e as outras são coadjuvantes em sítios de ação secundária, não havendo qualquer interferência entre elas. "Além disso, ocorre muitas vezes a soma dos complexos que se potencializam de forma a agregar valor farmacológico e terapêutico à formulação, melhorando assim o resultado final. É claro que as fórmulas devem ter ativos quimicamente compatíveis, que ajam sinergicamente trazendo um maior número de benefícios em uma única aplicação, seja ela para o rosto, corpo ou cabelo."


  Mas a dermatologista alerta que existe efeito colateral, muitas vezes por conta da má escolha do produto para aquele tipo de pele. "Algumas vezes o veículo (gel, creme, sérum...) é inadequado, a pele não necessita dos ativos utilizados ou da pigmentação que provoca obstrução nos canais de saída dos poros causando acne ou a sensação de pele com efeito pancake". Além disso, pontua ela, é necessário se preocupar com as peles sensíveis, com tendência à dermatite seborreica ou com algum grau de reatividade a associações de vários compostos químicos. "O ideal é sempre procurar um dermatologista", finaliza.

Fonte: Dra. Claudia Marçal
Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

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